Mato Grosso
Diretores e militares são presos na Operação Assepsia
Mato Grosso
Da Redação
A Operação Assepsia foi deflagrada nesta terça-feira (18) pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e chegou até o diretor da Penitenciária Central do Estado, Revétrio Francisco da Costa, assim como o vice-diretor Reginaldo Alves dos Santos. Além dos diretores do PCE também foram presos três policiais militares, entre eles o Subtenente Ricardo, Cabo Denizel da Rotam e também o Tenente Ferreira do 3º BPM, todos estão sendo acusados de facilitar a entrada de aparelhos celulares na unidade prisional.
Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão autorizados pela 7º Vara Criminal de Cuiabá após manifestação favorável do Ministério Público do Estado (MPE) através do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO).
No último dia 6 de junho foram encontrados na Penitenciária Central do Estado cerca de 86 aparelhos além de carregadores, chips e fones de ouvido, segundo as informações o material foi encontrado dentro de um freezer que entraria na unidade prisional e seria de propriedade de um detento.
Após a constatação dos materiais a GCCO esteve na penitenciária e constataram que não havia nenhum registro da entrada do freezer na unidade, na ocasião todos os agentes penitenciários presentes no momento foram conduzidos para questionamentos acerca do fato.
Ainda no dia 6 as autoridades determinaram a apreensão das imagens do circuito interno da unidade.
Após uma ampla investigação foi comprovada a participação de três policiais militares na negociação para a entrega do eletrodoméstico com os aparelhos. Ainda segundo as investigações os diretores do PCE tinham ciência de que o freezer seria entregue para um dos líderes de uma facção criminosa. Os diretores e os militares presos na operação teriam participado de uma reunião horas antes da apreensão do material com o líder da facção criminosa no interior da sala da direção do presídio por cerca de uma hora.
Mato Grosso
Município regulariza medição da qualidade da água após TAC
O Município de Itiquira (a 361 km de Cuiabá) regularizou o monitoramento da potabilidade da água fornecida à população, incluindo a análise de metais pesados e agrotóxicos. A medida atende compromisso firmado com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Promotoria de Justiça de Itiquira, em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado em maio deste ano no âmbito da política municipal de saneamento.As amostras foram coletadas em 12 pontos do sistema de abastecimento, sendo 11 locais de captação e a Estação de Tratamento de Água (ETA). Os exames contemplaram todos os parâmetros exigidos pela Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde, e apontaram resultados dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação.Segundo a Promotoria de Justiça, as análises realizadas anteriormente não incluíam alguns dos agrotóxicos mais utilizados na região e previstos no Anexo 9 da Portaria GM/MS nº 888/2021. Com a regularização do monitoramento, o controle passa a contemplar esses parâmetros.Além dos exames realizados por laboratório contratado pelo município, a Promotoria de Justiça de Itiquira solicitou ao Centro de Apoio Operacional às Execuções (CAEx) do MPMT a realização de uma contraprova. O objetivo é verificar se os resultados obtidos pelo laboratório privado são confirmados por análise independente.Nesta sexta-feira (2), representantes da Prefeitura de Itiquira, do Ministério Público e o professor doutor Domingos Sávio Barbosa, do Laboratório de Química Ambiental da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), reuniram-se para discutir a possibilidade de implantação de um monitoramento contínuo da qualidade da água, por meio de parceria com a instituição de ensino.Para o promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga, o avanço representa o cumprimento de uma demanda histórica da instituição e um importante passo para a proteção da saúde pública.“Essa é uma demanda antiga do Ministério Público. Houve compromissos firmados anteriormente e repactuados neste ano, mas o monitoramento era realizado de forma intermitente ou incompleta. Agora, o município avança para regularizar definitivamente a situação. Em um estado com uso intenso de agrotóxicos, é fundamental que a população tenha acesso a informações confiáveis sobre a qualidade da água que consome. O desafio é transformar essas análises em uma rotina permanente e fortalecer a transparência, permitindo que cada cidadão também exerça o papel de fiscal”, destacou.Transparência – Conforme previsto no TAC, todos os relatórios das análises ficarão disponíveis para consulta pública no site da Prefeitura de Itiquira. A medida busca garantir transparência e possibilitar o acompanhamento dos resultados pela sociedade. Eventuais reclamações ou inconsistências identificadas nos relatórios poderão ser comunicadas à Promotoria de Justiça de Itiquira por meio da Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso, inclusive de forma sigilosa.
Foto: Reprodução Instagram.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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