Mato Grosso

Deletran instaura mais de 2 mil procedimentos para crimes de trânsito em Cuiabá e Várzea Grande

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Mato Grosso

Da Redação

 

Oitenta por cento (80%) dos inquéritos instaurados pela Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran) foram para crimes ligados a embriaguez no volante e 16% para homicídios no trânsito.

Em 2018, a Delegacia de Delitos de Trânsito instaurou 2.138 procedimentos para apurar crimes de trânsito. Foram 1.156 inquéritos policiais (como lesões corporais  graves e mortes no trânsito) e 782 termos circunstanciados de ocorrência (TCO). Dos procedimentos, foram concluídos 1.036 Inquéritos e 858 TCO’s.

Os dados são do ano de 2018, que registrou 136 mortes no trânsito de Cuiabá e 70 acidentes com óbito em Várzea Grande. No ano de 2017, foram 106 acidentes com mortes na Capital e 88 mortes no trânsito da cidade de Várzea Grande.

O aumento foi de 28,30% nos acidentes com morte em Cuiabá. Em Várzea Grande houve redução em 20,45% nos acidentes de trânsito com óbito, conforme análise da Gerência de Inteligência Estratégica da Polícia Judiciária Civil referente aos atendimentos realizados pela Delegacia de Trânsito.  

“A Deletran terminou o ano de 2018 superando as metas de produtividade e resolutividade de anos anteriores. Entre inquéritos policiais e termos circunstanciados de ocorrência foram quase 2 mil procedimentos investigativos instaurados e encaminhados ao Poder Judiciário para responsabilização criminal dos envolvidos e diminuição da sensação de impunidade que impera no trânsito da região metropolitana”, pontuou o delegado titular da Deletran, Christian Alessandro Cabral.

Dos TCOs instaurados, 73% foram destinados a apurar crimes de dirigir sem habilitação e 14% para crimes de fuga de local de acidente. Os delitos de trânsito, apurados em termos circunstanciados de ocorrências são aqueles considerados de menor potencial ofensivo que vão para o Juizado Especial, como: lesão leve, omissão de socorro, dirigir sem habilitação, fuga de local, alteração de local de acidente, entregar direção de veículo a pessoa inabilitada.

Além dos atendimentos das ocorrências diárias (sete dias da semana, 24 horas por dia), a Deletran participou de 64 operações de fiscalização Lei Seca, média, de mais de uma por semana.

“Essas ações impactaram em mais de uma centena de prisões de flagrantes de motoristas embriagados e apreensão de veículos irregulares. Para 2019, a Deletran pretende superar os números de 2018, aumentando os números condutores responsabilizado pela prática de crimes de trânsito”, afirmou Cabral.

O delegado  ressaltou ainda que será intensificada as ações de fiscalização, em especial,  para reprimir a atuação de grupos em redes sociais que divulgam locais de blitzes, prejudicando as atividades de segurança pública.

 “Crime que vem causando sérios prejuízos à segurança como um todo, prejudicando o trabalho preventivo e repressivo”, finalizou Christian Cabral.

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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