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DAE/VG REALIZOU MAIS DE 70 MIL SERVIÇOS NO PRIMEIRO QUADRIMESTRE DE 2017

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Mato Grosso

 

Meta da Administração Municipal é reforçar investimentos para melhorar os serviços prestados em uma área essencial como abastecimento de água

 

Da Redação

 

Dentro da nova política adotada pelo Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande – DAE/VG, de otimizar as ações de abastecimento de água e esgotamento sanitário, foi implementada uma série de medidas com metas estabelecidas e que resultaram nos primeiros quatro meses deste ano de 2017 em mais de 70 mil serviços prestados a população.

Os serviços são de novas ligações, reparos na rede de abastecimento de água e esgoto, instalações de novos hidrômetros, bem como troca de antigo e cortes no fornecimento de água para aqueles consumidores inadimplentes com a instituição.

No orçamento do DAE/VG para 2017, estão previstos investimentos da ordem de R$ 4 milhões em recursos próprios vindos da arrecadação das contas, fora os investimentos que estão sendo feitos através do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC.

“Temos um órgão público que existe para atender a população, sendo que para isto precisamos de recursos que vem do pagamento das contas, por isso trabalho de forma incansável para diminuir a inadimplência e as ligações clandestinas que prejudicam indistintamente a todos, ou seja, mesmo os que estão em dia com suas obrigações acabam sendo prejudicados”, disse o presidente do DAE/VG, Ricardo Azevedo Araújo.

Ele informou que hoje existem 77 mil ligações e economias, explicando que as economias são empresas, hotéis, edifícios onde existem mais de uma ligação de água ou de esgoto por endereço.

De acordo com balanço realizado pela diretoria comercial da autarquia, somente no primeiro quadrimestre foram 1.986 vistorias e 423 novas ligações efetuadas.

O DAE/VG registrou 9.499 cortes de água, o que dá uma média de mais de 2 mil cortes por mês, um número considerado alto.

Nos meses de janeiro e fevereiro foi deflagrado pelo DAE/VG uma campanha intitulada “Inadimplência Zero”, visando abrir a perspectiva para que o consumidor pudesse procurar o órgão para regularizar sua situação e permitir que a instituição melhorasse sua arrecadação para investir em novas obras de melhoria.

“Nossa meta é atender bem, mas para isto precisamos de recursos que vem das contas pagas, pois a população precisa compreender que existem custos para captação da água, tratamento com produtos químicos e a distribuição para ser consumida”, disse Ricardo Azevedo Araújo.

Segundo o presidente, uma nova metodologia de relacionamento com o consumidor está sendo novamente aplicada que é o DAE/VG Itinerante, aonde o órgão vai a determinado bairro ou região e atende o consumidor com Mutirões de Conciliação em parceria com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

“É essencial a arrecadação para o DAE/VG, mas também estamos preocupados em atender, dentro de nossa realidade a demanda por serviços de qualidade”, disse o presidente apontando que existe um Termo de Cooperação assinado com o Poder Judiciária para assegurar legalidade e parcelamento nas dividas existentes para com o DAE/VG.

Seis equipes técnicas percorreram os bairros de Várzea Grande para conscientizar a população sobre a necessidade de manter a conta de água em dia. “A água é essencial e esperamos que os inadimplentes paguem, assim, geramos recursos para o DAE/VG e investimos mais para melhorar o atendimento a população”, explicou o diretor, Ricardo Azevedo Araújo.

As equipes técnicas também estiveram empenhadas em reparos dos mais diversificados. Foram 684 serviços executados, destes, estão inclusos reparos em rede de esgoto (78), padronizações de cavalete (164) e consertos.

Os hidrômetros de 888 residências de Várzea Grande foram substituídos por aparelhos novos e mais modernos nestes primeiros meses, o que visa evitar desperdícios no consumo e garantir transparência entre o fornecimento de água e a cobrança das contas.

Segundo Ricardo, os trabalhos a frente do DAE são incessantes. “Nossa meta é sempre melhorar o atendimento a população de Várzea Grande. Nosso trabalho é constante”, afirmou.

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MPMT capacita servidores sobre planejamento de contratações e uso de IA

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O Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) promoveu, nos dias 24 e 25 de setembro, uma capacitação voltada aos servidores da área-meio sobre planejamento de contratações públicas e o uso de novas tecnologias no desenvolvimento dos documentos exigidos pela legislação. Com o tema “O planejamento da contratação com base na Lei 14.133/2021 – construindo ETPs e TR com uso do ChatGPT e outras tecnologias para servidores do MPMT”, o curso foi ministrado pelo professor Sandro Bernardes, auditor do Tribunal de Contas da União (TCU).Ao longo dos dois dias, os participantes tiveram contato com aspectos relacionados ao planejamento das contratações, especialmente à elaboração de documentos como o Estudo Técnico Preliminar (ETP) e o Termo de Referência (TR), além de conhecerem possibilidades de aplicação da inteligência artificial e de outras ferramentas tecnológicas na rotina de trabalho.Para o assessor especial da Subprocuradoria-Geral de Justiça Administrativa, José Fabrício Silva, a capacitação ocorre em um momento importante de adaptação às exigências trazidas pela nova legislação de contratações públicas.“Esse tipo de capacitação é fundamental por dois aspectos essenciais. O primeiro é que as equipes que constroem essas demandas de contratação ainda precisam de formação sobre a estrutura dos documentos e tudo o que precisa ser preparado para que uma contratação seja realizada”, explicou.José Fabrício também destacou a utilização da inteligência artificial como uma ferramenta capaz de auxiliar os servidores diante do volume e da complexidade dos documentos produzidos no processo de contratação. “São documentos, às vezes, de muitas páginas, de uma estrutura que a lei exige que seja feita. A capacitação realmente veio para ajudar no dia a dia”, afirmou.Na avaliação do servidor, a incorporação de novas tecnologias à administração pública tende a fazer parte cada vez mais da rotina. “Quanto mais capacitadas as pessoas para darem conta de acompanhar esse avanço, que não é só no setor público, mas também no setor privado, melhores serão os resultados para a administração e, consequentemente, para a população”, ressaltou.A servidora Débora Luz, que atua na Coordenadoria de Engenharia e acompanha atividades relacionadas ao departamento, também destacou a importância da formação continuada. Entre suas atribuições estão o assessoramento na elaboração de documentos relacionados às contratações de engenharia, com atenção à legislação e às normas aplicáveis.Para ela, cursos dessa natureza são fundamentais para o aprimoramento dos processos de contratação do Ministério Público. “Não só importante, como essencial, fundamental. Uma condição sem a qual não é possível nós evoluirmos nossas contratações e licitações aqui no Ministério Público”, afirmou.Débora defendeu ainda que a capacitação seja realizada de forma permanente, permitindo o aprofundamento dos conhecimentos e a aplicação prática dos conteúdos. “A cada etapa, a cada curso, você permite se aprofundar mais na matéria e aplicar na sua prática. Então, sem uma reincidência, um retorno disso, eventualmente até com alguns mesmos professores ou mesmas temáticas, a gente não consegue andar evoluindo os resultados”, explicou.Para a servidora, a participação de especialistas com experiência na administração pública federal também contribui para aproximar o conteúdo apresentado da realidade enfrentada pelas equipes do MPMT.O professor Sandro Bernardes ressaltou que a atualização dos servidores é essencial diante das transformações pelas quais passa a administração pública. Segundo ele, o curso integra um processo de desenvolvimento de capacidades e habilidades necessárias aos profissionais que atuam em todas as etapas da contratação pública, desde o planejamento até a entrega do objeto à sociedade. “Não existe retrocesso” no uso da inteligência artificial, afirmou o professor, ao destacar que essas ferramentas tendem a ser incorporadas cada vez mais ao cotidiano profissional.O instrutor também chamou atenção para o papel da tecnologia como instrumento de apoio ao trabalho dos servidores, e não como substituta da atuação humana. Para ele, ferramentas de inteligência artificial podem potencializar o trabalho, proporcionando maior celeridade e novas possibilidades de pesquisa e análise, mas a supervisão humana permanece indispensável. “O que as plataformas, os chats e as IAs que temos à disposição vão fazer por nós é potencializar o nosso trabalho”, explicou.Sandro Bernardes destacou ainda que a responsabilidade pelas decisões continua sendo humana, especialmente no serviço público, que tem como finalidade atender às necessidades da sociedade. “A supervisão humana ainda é necessária, primeiro pela responsabilidade que a gente tem diante da comunidade civil. A plataforma nunca vai se comportar como ser humano; ela vai emular, vai usar algoritmos, números para tentar traduzir aquilo que considera como interesse público”, afirmou.Segundo o professor, a tecnologia pode ampliar as possibilidades de atuação dos servidores, mas não substitui aspectos próprios da experiência humana, como a capacidade de compreender contextos, interpretar situações e manter proximidade com a sociedade.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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