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Cuiabá é uma das cidades brasileiras menos vulneráveis à Covid-19, aponta levantamento

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Da Redação.

Cuiabá integra o ranking das dez cidades menos vulneráveis à Covid19. O dado foi divulgado pela Revista Exame, que teve acesso exclusivo a pesquisa realizada pelo Instituto Votorantim e que traça um cenário da pandemia no país. Conforme a reportagem integram o ranking as cidades de Colina (SP), São Bernardo do Campo (SP), Nova Lima (MG), Flores da Cunha (RS), Colômbia (SP),Cuiabá (MT), Extrema (MG), Porto Reral (RJ), Olímpia (SP) e Gavião Peixoto (SP). A reportagem é assinada pela jornalista Ligia Tuon.

O  Índice de Vulnerabilidade dos Municípios (IVM), que  foi criado nesta semana, elenca a capital do Estado é a única a figurar entre as dez menos vulneráveis. De acordo com a reportagem da Revista Exame, o levantamento considera o número de leitos disponíveis na UTI e de respiradores. Além desses, o IVM considera fatores como a proporção da população idosa, o PIB per capita e a situação fiscal da cidade.

O Índice varia de 0 a 100: quanto mais alto o valor, maior é a vulnerabilidade. É possível ver em que situação está seu município viajando pelo mapa do Brasil.  A reportagem pode ser conferida na íntegra aqui.

Ao todo, o índice tem dezoito indicadores distribuídos em cinco pilares temáticos de diferentes pesos: população vulnerável (peso: 32,35%) , economia local (peso: 11,76%) , estrutura do sistema de saúde (peso: 23,53%), organização do sistema de saúde (peso: 20,59%) e capacidade fiscal da administração municipal (peso: 11,76%).

No levantamento foram usados somente dados públicos de diferentes bases, como a do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Sistema Único de Saúde (SUS),  Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) e Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANSS).

Para atender os pacientes do novo Coronavírus, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, determinou a criação do Hospital de Referência à Covid. A unidade disponibiliza 170 leitos de enfermaria e ainda 55 leitos de UTIs, para atendimento exclusivo. “Uma clara demonstração de respeito a nossa população. Minha intenção era de que nossa capital não tivesse casos da doença e nem perdas de vidas. Cuiabá é hoje  a capital com menor número de óbitos pela doença. Infelizmente, duas pessoas perderam à vida para doença e por isso temos esse compromisso de continuar o embate ao novo Coronavírus”, disse o prefeito Emanuel Pinheiro.

Para o prefeito, as medidas adotadas são duras, mas necessárias para que a Capital do Estado continue achatando a curva de crescimento da doença. Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde, apontam que Mato Grosso possui um total de 857 casos da doença. Cuiabá registra  265, o que representa 30,8% dos casos em todo estado.

Foto: Luiz Alves/Prefeitura Cuiabá.

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Município regulariza medição da qualidade da água após TAC

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O Município de Itiquira (a 361 km de Cuiabá) regularizou o monitoramento da potabilidade da água fornecida à população, incluindo a análise de metais pesados e agrotóxicos. A medida atende compromisso firmado com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Promotoria de Justiça de Itiquira, em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado em maio deste ano no âmbito da política municipal de saneamento.As amostras foram coletadas em 12 pontos do sistema de abastecimento, sendo 11 locais de captação e a Estação de Tratamento de Água (ETA). Os exames contemplaram todos os parâmetros exigidos pela Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde, e apontaram resultados dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação.Segundo a Promotoria de Justiça, as análises realizadas anteriormente não incluíam alguns dos agrotóxicos mais utilizados na região e previstos no Anexo 9 da Portaria GM/MS nº 888/2021. Com a regularização do monitoramento, o controle passa a contemplar esses parâmetros.Além dos exames realizados por laboratório contratado pelo município, a Promotoria de Justiça de Itiquira solicitou ao Centro de Apoio Operacional às Execuções (CAEx) do MPMT a realização de uma contraprova. O objetivo é verificar se os resultados obtidos pelo laboratório privado são confirmados por análise independente.Nesta sexta-feira (2), representantes da Prefeitura de Itiquira, do Ministério Público e o professor doutor Domingos Sávio Barbosa, do Laboratório de Química Ambiental da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), reuniram-se para discutir a possibilidade de implantação de um monitoramento contínuo da qualidade da água, por meio de parceria com a instituição de ensino.Para o promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga, o avanço representa o cumprimento de uma demanda histórica da instituição e um importante passo para a proteção da saúde pública.“Essa é uma demanda antiga do Ministério Público. Houve compromissos firmados anteriormente e repactuados neste ano, mas o monitoramento era realizado de forma intermitente ou incompleta. Agora, o município avança para regularizar definitivamente a situação. Em um estado com uso intenso de agrotóxicos, é fundamental que a população tenha acesso a informações confiáveis sobre a qualidade da água que consome. O desafio é transformar essas análises em uma rotina permanente e fortalecer a transparência, permitindo que cada cidadão também exerça o papel de fiscal”, destacou.Transparência – Conforme previsto no TAC, todos os relatórios das análises ficarão disponíveis para consulta pública no site da Prefeitura de Itiquira. A medida busca garantir transparência e possibilitar o acompanhamento dos resultados pela sociedade. Eventuais reclamações ou inconsistências identificadas nos relatórios poderão ser comunicadas à Promotoria de Justiça de Itiquira por meio da Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso, inclusive de forma sigilosa.

Foto: Reprodução Instagram.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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