Esporte
Cruzeiro bate Flamengo nos pênaltis e conquista a Copa do Brasil
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Equipe celeste é pentacampeã do torneio com vitória por 5 a 3 nas penalidades; jogo foi 0 a 0 no tempo normal
Da Redação
O Cruzeiro se sagrou pentacampeão da Copa do Brasil na noite desta quarta-feira ao derrotar o Flamengo nos pênaltis, por 5 a 3, após empate sem gols no tempo normal, no Mineirão, em Belo Horizonte. Um dos principais reforços da equipe carioca nos últimos anos, o meia Diego perdeu a cobrança decisiva do confronto, ao fim de uma partida marcada pelo duelo franco, de chances de gol para os dois lados.
Depois do empate por 1 a 1 no jogo de ida, o Cruzeiro exibiu ligeira superioridade em campo no Mineirão, com maior solidez na defesa. Mesmo mais cauteloso, principalmente no primeiro tempo, o time da casa levou maior perigo no ataque. O Flamengo, mais instável taticamente, cedeu brechas na defesa e sofreu mais para sustentar o 0 a 0 no placar.
Nas penalidades, o Cruzeiro converteu todas as suas cinco cobranças, enquanto o Flamengo perdeu uma delas, com Diego, em defesa do goleiro Fábio. O resultado garantiu ao time mineiro seu quinto título da Copa do Brasil, igualando o recorde do Grêmio. Além disso, o time comandado pelo técnico Mano Menezes assegura vaga direta na fase de grupos da próxima Copa Libertadores
O Cruzeiro começou a finalíssima com uma baixa. Logo aos 3 minutos, Raniel apontou dores musculares nas duas coxas e precisou deixar o gramado. Aposta de Mano Menezes, o atacante de 21 anos deu lugar ao experiente Arrascaeta.
A mudança inesperada abalou o time da casa por breves minutos, em que o Flamengo aproveitou para acelerar o jogo e ameaçar o gol de Fábio. Guerrero carimbou o travessão em cobrança de falta, aos 6.
Com uma postura mais defensiva, o Cruzeiro só chegou no ataque pela primeira vez aos 13. E logo ficou claro para os anfitriões que o melhor caminho seria o lado esquerdo do ataque. Foi assim que Arrascaeta e Thiago Neves quase abriram o placar em duas chances seguidas, quase da mesma posição.
A partir dos 20 minutos, os dois times transformaram o jogo num duelo de defesas, com vantagem para o Cruzeiro. O Flamengo cedia brechas no setor, cometia mais erros do que de costume e corria risco toda vez que o time mineiro resolvia buscar o ataque. Falhas de Pará e Willian Arão quase custaram caro aos visitantes.
O Cruzeiro, por sua vez, era mais estável na zaga e mais sólido nos demais setores do campo. Tanto que o Flamengo, depois da bola no travessão, só ameaçou uma vez o anfitrião. Foi aos 38 minutos, quando Berrío arriscou chute rasteiro e mandou à direita do gol de Fábio.
O Flamengo voltou para o segundo tempo com as mesmas dificuldades do primeiro: oscilava mais na defesa e exibia certa desorganização no meio-campo. Ciente destas limitações do rival, Mano Menezes colocou seu time para pressionar a saída de bola, com postura mais agressiva.
A tática não surtiu efeito, mas logo cansou os jogadores cruzeirenses. Quando recuou, o time da casa passou a ser mais ameaçado pelo Flamengo. Tentando encontrar brechas na defesa anfitriã, a equipe carioca teve chance em cobrança de falta na área e numa escapada pela esquerda, com Guerrero e boa finalização de Diego. Fábio caiu no canto para fazer a defesa, aos 19 minutos.
O Cruzeiro respondeu aos 32 em jogada de Diogo Barbosa, que quase contou com ajuda de Muralha. Ele cruzou na área e o goleiro desviou mal. A bola foi em direção de Arrascaeta, que cabeceou desequilibrado e mandou para fora. Na sequência, o uruguaio acertou um forte direto, em cobrança de falta na lateral, desperdiçando grande chance, aos 28.
Em inesperado duelo franco nos minutos finais, o Flamengo fez sua última tentativa antes dos pênaltis em investida de Guerrero. O atacante peruano acertou forte chute da esquerda e exigiu linda defesa de Fábio. Foi a investida derradeira antes das penalidades.
Nas cobranças, o Cruzeiro foi soberano. Henrique, Léo, Hudson, Diego Barbosa e Thiago Neves converteram todas as cobranças. A última finalização chegou a gerar rápida e forte reclamação dos flamenguistas porque Thiago Neves escorregou no momento da cobrança, dando a impressão de dois toques. Mas a arbitragem confirmou o gol. Pelas imagens da TV, o meia cruzeirense não chegou a dar dois toques.
A penalidade acabou sendo decidida na finalização de Diego, defendida por Fábio, ao pular no seu canto direito. Na sequência, Thiago Neves sacramentou a vitória e o título ao converter a última cobrança dos anfitriões.
FICHA TÉCNICA
CRUZEIRO 0 (5) x (3) 0 FLAMENGO
CRUZEIRO – Fábio; Ezequiel, Léo, Murilo e Diogo Barbosa; Henrique, Hudson, Robinho (Rafinha), Thiago Neves e Alisson (Élber); Raniel (Arrascaeta). Técnico: Mano Menezes.
FLAMENGO – Alex Muralha; Pará, Réver, Juan e Trauco; Cuéllar, Willian Arão e Diego; Berrío (Rodinei), Everton (Lucas Paquetá) e Guerrero. Técnico: Reinaldo Rueda.
CARTÕES AMARELOS – Ezequiel, Hudson (Cruzeiro); Pará, Guerrero (Flamengo).
ÁRBITRO – Luiz Flávio de Oliveira (Fifa/SP).
RENDA – R$ 7.897.000,00.
PÚBLICO – 61.017 pagantes.
LOCAL – Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte (MG).
Fonte: O Estado de S.Paulo
Foto: http://img.estadao.com.br/fotos3/750×423/torcida_washington_alves_reuters_750.jpg
Esporte
Flamengo perde nos pênaltis e está eliminado da Libertadores
O Flamengo está fora da Copa Libertadores. Nesta quinta-feira (22.10), o Rubro-Negro empatou em 0 a 0 com o Estudiantes no Maracanã, no Rio de Janeiro, pelo jogo de volta da semifinal, e acabou eliminado ao perder por 3 a 2 na disputa de pênaltis. O goleiro Muslera foi o grande nome da noite: defendeu três cobranças e assegurou a classificação argentina diante de 72.492 torcedores.
A equipe de Leonardo Jardim até teve um jogador a mais durante quase todo o segundo tempo, após a expulsão de Baltasar Rodríguez, mas não conseguiu superar a defesa adversária. Na disputa por penalidades, Jorginho, Lucas Paquetá e Bruno Henrique pararam no goleiro uruguaio. Arrascaeta e Léo Pereira foram os únicos a converter para o Flamengo.
Com a vaga garantida, o Estudiantes enfrenta o Palmeiras na final da Libertadores, marcada para 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu. A decisão reedita o confronto de 1968, quando o clube argentino conquistou o título continental ao superar o Verdão no jogo de desempate, também disputado no Centenário. O Flamengo, por sua vez, se despede da competição após dois empates sem gols na semifinal e concentra as atenções na reta final do Campeonato Brasileiro.
O jogo
O Estudiantes começou pressionando a saída de bola rubro-negra e criou a primeira oportunidade aos dois minutos, com Santiago Núñez finalizando de fora da área para defesa de Rossi. O Flamengo tentou assumir o controle por meio da posse de bola, mas encontrou dificuldades para furar a marcação argentina. Aos oito minutos, Pedro fez o pivô e acionou Lucas Paquetá, que chutou por cima do gol.
Aos 15, a equipe visitante voltou a assustar. Após cobrança de escanteio, González Pirez cabeceou, Marcos Rojo desviou e Rossi fez grande defesa, com Alex Sandro afastando o rebote. Um minuto depois, Baltasar Rodríguez arriscou de longe, obrigou o goleiro a se esticar e ainda acertou a trave.
A melhor chance do Flamengo na primeira etapa surgiu aos 23 minutos. Carrascal encontrou Pedro dentro da área, e o centroavante ajeitou de calcanhar para Emerson Royal, que finalizou para o bloqueio de Núñez na pequena área. Aos 32, Pedro voltou a levar perigo ao passar por dois marcadores e invadir a área antes de finalizar cruzado, sem que Carrascal alcançasse na segunda trave. Apesar da maior posse de bola, o Rubro-Negro terminou o primeiro tempo sem finalizar na direção do gol.
O panorama mudou logo aos quatro minutos da etapa final, quando Baltasar Rodríguez puxou a camisa de Samuel Lino perto da área e recebeu o segundo cartão amarelo. Com um jogador a mais, o Flamengo passou a pressionar. Na cobrança da falta, aos cinco minutos, Paquetá bateu com perigo e obrigou Muslera a espalmar, na primeira finalização rubro-negra em direção ao gol.
Aos 13, Paquetá cabeceou após escanteio cobrado por Carrascal, mas o goleiro argentino defendeu sem dificuldades. Aos 18, Jardim promoveu a entrada de Arrascaeta no lugar de Carrascal. O uruguaio voltou a atuar após se recuperar de uma cirurgia no punho esquerdo, utilizando proteção no local.
O Flamengo manteve a posse e insistiu principalmente em jogadas pelas laterais. Aos 22 minutos, Samuel Lino recebeu dentro da área e finalizou, mas Mancuso bloqueou. Na reta final, Bruno Henrique e Gonzalo Plata também entraram para reforçar o ataque. A oportunidade mais clara veio aos 36 minutos: Paquetá lançou Plata, que apareceu livre diante de Muslera e cabeceou, com o goleiro saindo bem e fechando o ângulo. Aos 41, Paquetá voltou a assustar em cabeçada após cruzamento de Jorginho, perto da trave direita. A pressão dos minutos finais, porém, não terminou em gol, e a decisão foi para os pênaltis.
Nos pênaltis, o Estudiantes levou a melhor por 3 a 2. Arrascaeta abriu a série rubro-negra convertendo sua cobrança, mas Jorginho e Lucas Paquetá pararam em Muslera. Léo Pereira marcou o segundo do Flamengo, e Bruno Henrique também teve o chute defendido pelo goleiro uruguaio. Pelo lado argentino, José Sosa, Mancuso e Tiago Palacios converteram, enquanto Cetré desperdiçou ao mandar a bola por cima do gol.
Próximos jogos
O Flamengo volta a campo na segunda-feira, 26 de outubro, às 20h (de Brasília), quando recebe o Atlético-MG pelo Campeonato Brasileiro. No mesmo dia, às 19h, o Estudiantes visita o Unión de Santa Fe pelo Campeonato Argentino.
| Competição | Copa Libertadores – Semifinal (jogo de volta) |
| Local | Maracanã, Rio de Janeiro (RJ) |
| Data | 22 de outubro de 2026 (quinta-feira) |
| Horário | 21h30 (de Brasília) |
| Público | 72.492 presentes |
| Renda | Não informada |
| Cartões amarelos | González Pirez, Santiago Núñez, Piovi e Baltasar Rodríguez (Estudiantes) |
| Cartão vermelho | Baltasar Rodríguez (Estudiantes), aos 4 minutos do segundo tempo, após receber o segundo amarelo |
| Gols no tempo regulamentar | Não houve gols |
| Árbitro | Gustavo Tejera (URU) |
| Assistente | Nicolas Taran (URU) |
| Assistente | Carlos Barreiro (URU) |
| VAR | Antonio Garcia (URU) |
| FLAMENGO | ESTUDIANTES | |
|---|---|---|
| Técnico | Leonardo Jardim | Alexander Medina |
| Escalação | Rossi; Emerson Royal, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro (Ayrton Lucas); Erick Pulgar (Bruno Henrique), Jorginho e Lucas Paquetá; Carrascal (Arrascaeta), Pedro (Joaquín Freitas) e Samuel Lino (Plata) | Muslera; Mancuso, González Pirez, Santiago Núñez e Marcos Rojo (Tomás Palacios); Piovi, Alexis Castro (José Sosa), Baltasar Rodríguez e Tobio Burgos (Cetré); Joaquín Correa (Tiago Palacios) e Carrillo (Gaich) |
Fonte: Esportes
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