Mato Grosso
Criminoso morre após invadir residência no Chapéu do Sol, em Várzea Grande
Mato Grosso
Da Redação
Um suspeito de roubar uma residência no bairro Chapéu do Sol na noite desta segunda-feira (16) foi morto pela polícia durante confronto.
De acordo com as informações, uma equipe da Força Tática estava em rondas pelo bairro quando receberam a informação de que um roubo em uma residência estava ocorrendo na rua A, no Residencial Parque das Américas.
No momento que os policiais chegaram no local, o portão da residência estava aberto e diante das suspeitas, os policiais adentraram na casa e visualizaram dois suspeitos, um deles identificado como Wender Marques Coimbra Ferreira, 18 anos, que de acordo com os policiais estava armado e apontou o revólver para os policiais que dispararam contra o jovem.
Após os disparos, os policiais adentraram na residência e efetuaram a prisão do segundo suspeito, um adolescente de apenas 14 anos e foi apreendido pelos policiais.
De acordo com as vítimas, os suspeitos adentraram na residência e á todo momento ameaçavam as vítimas, inclusive, segundo relata o boletim de ocorrência, uma das vítimas estava ferida no momento que os policiais chegaram.
O suspeito Wender acabou alvejado e morreu antes da chegada de uma equipe médica, uma equipe de Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada e esteve no local onde realizou os trabalhos periciais.
Já o suspeito menor de idade, foi apreendido e encaminhado para a Central de Flagrantes de Várzea Grande, onde foi lavrado o boletim de ocorrência e posteriormente foi apresentado para a Polícia Judiciária Civil (PJC) onde foram tomadas as medidas cabíveis.
O suspeito morto na ação policial possuía passagens por porte ilegal de arma de fogo e furto, já o menor apreendido não possui passagens criminais.
Foto: PM-MT/CR2
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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