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CPI do paletó: homem que instalou a câmera do flagrante, garante inocência de Emanuel

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Da Redação

Desde quando as imagens do prefeito Emanuel Pinheiro colocando dinheiro no paletó, tomaram conta dos veículos de comunicação, que o então chefe do poder executivo municipal, nega sua participação no suposto esquema de propina, tal afirmativa é defendida por Valdecir Cardoso de Almeida, o homem que instalou a câmera, que flagrou os deputados recebendo dinheiro.

Valdecir de Almeida era “braço direito” de Sílvio Correa, o ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa, após a vinculação das imagens, onde aparece o prefeito de Cuiabá, colocando dinheiro no paletó, ele (Valdecir) teria protocolado em cartório, uma delação, explicando que o dinheiro do pagamento passado para o prefeito Emanuel Pinheiro, não era propina, mas sim, pagamento de pesquisas eleitorais, realizadas pelo irmão do prefeito, Marco Polo Pinheiro.

As imagens dos então deputados na época, pegando dinheiro de um suposto esquema de propina, denominado de “mensalinho”, fazem parte do conjunto de supostas provas, entregues no acordo de delação premiado do ex-chefe de gabinete do governador Silvar Barbosa, Sílvio Correa.

O suposto esquema do “mensalinho” teria sido gravado pela câmera instalada por Valdecir, hoje ele garante que o dinheiro recebido pelo prefeito Emanuel Pinheiro, não é fruto de pagamento de propina, mas sim de serviço prestado pelo irmão dele.

A Câmara Municipal de Cuiabá, está com uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para investigar o suposto envolvimento do prefeito Emanuel Pinheiro no esquema do “mensalinho”, já que além das delações dos envolvidos, Emanuel também aparece nas filmagens.

A CPI que é composta pelos vereadores, Sargento Joelson (PSC), Toninho de Souza (PSD) e como presidente Marcelo Bussiki (PSB), eles estarão realizando nos próximos dias, as oitivas com os envolvidos, quando terão oportunidade de responder os questionamentos dos parlamentares, esclarecendo detalhes, como o envolvimento ou não do prefeito Emanuel Pinheiro.

Foto Divulgação.

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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