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COVID-19: PRF apoia realização de testes rápidos em Mato Grosso

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Da Redação

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apoiou a testagem de motoristas profissionais em rodovias federais que atravessam o Mato Grasso. A ação desenvolvida pelo SEST/SENAT teve como parceiros, além da PRF, o SINPRF-MT, Rota do Oeste, Secretaria de Saúde, Detran-MT, Federação das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros dos estados de MT, MS e RO, Associação Brasileira de Reforma de Pneus (ABR), SETCARR e Caramori DAF.

Na capital, as ações ocorreram na segunda-feira e terça-feira (08 e 09). O local da testagem foi na Unidade Operacional da PRF (UOP102), BR-364, Km 387.

Já em Rondonópolis, as testagens se iniciaram nessa segunda-feira (08) e se estenderão até quarta-feira (10). O local de realização dos testes é na Unidade Operacional da PRF (UOP201), BR-364, Km 211.

Em ambos os locais foram montadas estruturas para um melhor atendimento aos condutores e controle de distanciamento. Além das testagens, foram entregues kits com equipamentos de higiene, máscaras e lanches. Panfletos com informações sobre os testes rápidos foram também distribuídos aos motoristas profissionais. Para fazer o teste os condutores precisavam apresentar CNH nas categorias C, D ou E.

O Superintendente da PRF em Mato Grosso, Francisco Elcio, ressaltou a importância da testagem em motoristas profissionais e na efetividade de outras campanhas. “Hoje quando abordamos os caminhoneiros, em sua grande maioria eles já estão usando máscaras e possuem álcool em gel na cabine. Isso mostra que o resultado de outras etapas que trabalharam conscientização tivesse resultado hoje. O motorista está se cuidando e não hesita em usar os equipamentos de proteção”.

A PRF em Mato Grosso vem participando de campanhas de prevenção ao COVID-19 desde março. Sempre com acompanhamento de profissionais da área da saúde, fazendo entrega de kits com máscaras e materiais de higiene e orientações em relação ao vírus.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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