Economia
Covid-19: Por falta de pagamento profissionais da saúde correm risco de passar necessidades
Economia
Da Redação: Lauro Nazário
“Profissionais da saúde estão passando por um dos piores momentos de suas vidas, além de serem mal remunerados, estão com salários atrasados, são demitidos quando reclamam e abandonados se ficam doentes”, disse um médico, que pediu para não ser identificados, ao ser questionado sobre as condições de trabalho, neste período de pandemia do coronavírus.
De acordo com este médico que pediu para ter a sua identidade mantida em sigilo, para não sofre retaliações, toda equipe de saúde que atua no enfrentamento do coronavírus está com dificuldades, seja ela, física, financeira ou psicológica.
Que o Sistema de Saúde do Brasil não é um exemplo de eficiência, os brasileiros já sabem, mesmo antes dos casos de coronavírus, já se viam notícias de superlotação de pacientes esperando nos corredores dos hospital nas capitais e pela falta de condições dos hospitais nas cidades do interior.
Hoje, com tanto recurso destinado para o combate do coronavírus, os brasileiros estão questionando, onde estava tanto dinheiro, com tantas pessoas que morreram nos últimos anos por falta de atendimento adequado, por falta de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), é de se perguntar, porque não fizeram os investimentos antes?
Mesmo com tanto recurso disponível para a saúde, neste período de pandemia, e vendo tanta dedicação dos profissionais da saúde, ainda é possível ouvir falar de atraso salarial, omissão, descaso, retaliação e negligência por parte dos gestores públicos, como também, dos empresários do setor com esses profissionais.
Enquanto a maioria da população tem a opção de se esconder do coronavírus, através do isolamento social, alguns podendo trabalhar de casa, os profissionais da saúde estão enfrentando diariamente o perigo, para salvar a vida de pessoas que ele nem conhecem.

Foto: souenfermagem.com.br
“Salários atrasados, baixa remuneração, retaliação, omissão e abandono são os reconhecimentos e agradecimentos que a categoria está recebendo por parte de alguns representantes públicos, como prefeitos e empresários”.
Devido a demanda, como também pela falta da realização de concurso público em Mato Grosso, a maioria dos profissionais da saúde prestam serviços através de empresas terceirizadas, que contratam em regime de plantonistas.
“Ou seja, os profissionais não possuem vínculo com a empresa, ganham pelo plantão realizado, se não trabalhar, não recebe”.
Mesmo assim, infelizmente esses profissionais da saúde como os técnicos, enfermeiros, fisioterapeutas e médicos estão passando por vários tipos de problemas, que vai desde falta de condições de trabalho, salários atrasados, retaliações e abandono no caso de contaminação por conta do coronavírus.
“Sem poder trabalhar, logo os profissionais da saúde estarão passando por necessidades, já que ainda não foi apresentado um plano econômico pelos governos federal, estadual e municipal de ajuda para a categoria”.
O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso informou que amanhã, a partir das 19:30, vai realizar uma assembleia para debater vários assuntos de interesse da categoria, inclusive as denúncias de salários atrasados do Pronto Socorro de Várzea Grande, Hospital e Pronto Socorro de Cuiabá e Hospital São Benedito.
Representantes do Povo:
Os deputados Lúdio Cabral que é médico, como também Paulo Araújo, presidente da comissão de saúde da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, foram procurados para falar sobre o assunto, mas até o fechamento da matéria não responderam os questionamentos.
Enquanto isso, as equipes de saúde seguem enfrentando o coronavírus, mesmo sem ter seus trabalhos reconhecidos.
Foto: Agência Brasil
Economia
Governo libera R$ 5,2 bilhões para reforçar assistência social e saúde
O Ministério do Planejamento e Orçamento autorizou nesta quarta-feira (27) a liberação de crédito suplementar de R$ 5,166 bilhões nos orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União para reforçar despesas de diversos órgãos do Executivo.

De acordo com a Portaria nº 485/2026, os recursos serão remanejados por meio da anulação de dotações orçamentárias já existentes.
A maior parcela do crédito, de R$ 4,726 bilhões, será destinada ao Fundo Nacional de Assistência Social para o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC) à pessoa com deficiência e da Renda Mensal Vitalícia (RMV) por invalidez. O valor representa cerca de 90% do montante total autorizado.
Os maiores destinatários do crédito suplementar são:
- benefício de Prestação Continuada (BPC) e RMV por invalidez: R$ 4,7 bilhões;
- assistência farmacêutica do SUS: R$ 387,6 milhões;
- preservação e acesso ao patrimônio cultural da saúde: R$ 653,3 mil;
- ensino profissional marítimo militar: R$ 27,4 milhões;
- projetos de desenvolvimento sustentável local integrado: R$ 10,6 milhões;
- administração do Ministério da Agricultura: R$ 10,9 milhões;
- auxílio-moradia de agentes públicos do Ministério da Justiça: R$ 463 mil;
- sentenças judiciais da Nuclebras Equipamentos Pesados (Nuclep): R$ 2,3 milhões.
Saúde
O valor destinado ao Fundo Nacional de Saúde serão usados na assistência farmacêutica do Sistema Único de Saúde (SUS). Os recursos servirão tanto para aquisição e distribuição de medicamentos da atenção básica quanto para o fornecimento de medicamentos de componente especializado em diversos estados.
Entre as unidades da Federação que receberão os maiores reforços estão:
- São Paulo, com R$ 66 milhões;
- Paraná, com R$ 56,9 milhões;
- Rio Grande do Sul, com R$ 48,2 milhões;
- Minas Gerais, com R$ 30,4 milhões;
- Goiás, com R$ 26,4 milhões.
Remanejamento de recursos
Segundo o texto, a abertura do crédito suplementar será viabilizada por meio da anulação de dotações de diversos órgãos e programas federais.
Entre as principais fontes dos recursos estão valores destinados a subvenções econômicas para operações agropecuárias, transferências do setor energético, despesas de pessoal de diferentes órgãos federais e programas da área de saúde.
Também foram canceladas dotações relacionadas a aposentadorias e pensões civis da União em universidades federais, institutos federais de educação e hospitais universitários, além de recursos originalmente destinados a benefícios previdenciários, assistência social, defesa nacional e outras ações governamentais.
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