Mato Grosso

Corpo de idoso é encontrado com corda no pescoço dentro de casa em Várzea Grande

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Mato Grosso

Da Redação

Um idoso de 84 anos, identificado apenas como Sr. José, foi encontrado morto por estrangulamento dentro de casa e corpo com uma corda em volta do pescoço na última segunda-feira (15) no bairro Nova Várzea Grande, em Várzea Grande.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para prestar socorro à vítima, no entanto, quando os paramédicos chegaram apenas constataram a morte do idoso.

Uma guarnição da Polícia Militar (PM) foi acionada por meio do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), por volta das 10h30, que recebeu informações do caso de suicídio no endereço.

Os militares isolaram a residência e comunicaram o fato à Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) e à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), responsáveis pelos procedimentos no andamento da ocorrência.

Os peritos analisaram as condições em que o corpo foi encontrado e ainda periciaram a casa para colher evidências que comprovem as circunstâncias do caso.

Em seguida, o cadáver foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exame de necropsia que deve confirmar a causa clínica da morte por asfixia mecânica.

Na casa do idoso estavam familiares que confirmaram à PM que José havia tirado a própria vida, porém, não foi informado se a vítima estaria passando por um quadro de depressão ou qual seria a motivação para o atentado.

Os investigadores da DHPP coletaram informações dos familiares e aguardam laudo da Politec que dará base às investigações e confirmará a causa da morte.

Foto: PMMT

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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