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Corpo de Bombeiros e Sema iniciam queimas prescritas e aceiros no Pantanal

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Neste período, fumaça e chamas poderão ser vistas por toda a região, em especial por quem trafega pela MT-060

Da Redação

Como forma de prevenir os grandes incêndios florestais no Pantanal mato-grossense, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBM-MT) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) vão realizar, entre os dias 15, 16 e 17 de junho, análises das áreas para realização da primeira queima prescrita e construção de aceiros em pontos estratégicos na região do Parque Estadual Encontro das Águas, na cidade de Poconé (104 km de Cuiabá).

O principal objetivo da queima controlada, autorizada pela Coordenadoria de Unidades de Conservação da Sema-MT, é proteger o Parque, que é uma das 46 unidades de conservação estaduais sob a responsabilidade do órgão ambiental. A região é conhecida internacionalmente como um refúgio de onças que podem ser observadas por turistas.

Com a aplicação da técnica do fogo controlado nas áreas, somente o excesso de biomassa (folhas, galhos secos) presente na superfície é consumido, reduzindo o combustível de fácil propagação do fogo durante o período mais crítico da estiagem no Pantanal.

O estudo é importante para avaliar e elaborar um planejamento estratégico da queima prescrita, devido às condições de umidade, temperatura e direção do vento. Fumaça e chamas poderão ser vistas toda a região, em especial por quem trafega pela região da MT-060, e por moradores das comunidades vizinhas, e pousadas.

Os aceiros são demarcações em uma área para criar uma espécie de faixa ao longo das cercas onde a vegetação foi completamente eliminada da superfície do solo. A finalidade é prevenir a passagem do fogo para área de vegetação, evitando queimadas e criando espaços para que os animais como onças e outras espécies menores possam escapar do fogo.

O Parque Estadual Encontro das Águas está delimitado em uma área de 108 mil hectares e é considerado um dos locais preferidos pelos turistas para a observação de onça-pintada. Segundo dados do Centro Integrado Multiagência (Ciman), nos incêndios florestais de 2020, cerca 55 mil hectares foram destruídos pelo fogo no Parque.

Uma equipe de quatro militares do Batalhão de Emergências Ambientais BEA, junto com os agentes da Secretaria de Meio Ambiente (Sema) estão integrados para desenvolver essa ação. Serão utilizadas pás carregadeiras apreendidas durante operações de fiscalização contra infrações e crimes ambientais.

“Essa mesma região foi bastante castigada pelo fogo com os grandes incêndios florestais que atingiu as áreas desta unidade de conservação em 2020. Por isso, nossas atenções estão voltadas para realização do trabalho preventivo para construção de aceiro nesta região, criando linhas de defesa para evitar que as áreas sejam atingidas pelas chamas”, disse o comandante da Companhia de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do BEA, 1° tenente Isaac Wihby.

Período proibitivo do fogo

A medida antecede o período proibitivo do fogo, que começa no dia 1º de julho em todo o Estado, após antecipação em 15 dias por decreto estadual. Com o decreto, fica proibida qualquer atividade de limpeza de pastagem com o uso do fogo nas áreas rurais entre os dias até 30 de outubro de 2021. O uso do fogo em áreas urbanas é proibido o ano todo.

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Município regulariza medição da qualidade da água após TAC

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O Município de Itiquira (a 361 km de Cuiabá) regularizou o monitoramento da potabilidade da água fornecida à população, incluindo a análise de metais pesados e agrotóxicos. A medida atende compromisso firmado com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Promotoria de Justiça de Itiquira, em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado em maio deste ano no âmbito da política municipal de saneamento.As amostras foram coletadas em 12 pontos do sistema de abastecimento, sendo 11 locais de captação e a Estação de Tratamento de Água (ETA). Os exames contemplaram todos os parâmetros exigidos pela Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde, e apontaram resultados dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação.Segundo a Promotoria de Justiça, as análises realizadas anteriormente não incluíam alguns dos agrotóxicos mais utilizados na região e previstos no Anexo 9 da Portaria GM/MS nº 888/2021. Com a regularização do monitoramento, o controle passa a contemplar esses parâmetros.Além dos exames realizados por laboratório contratado pelo município, a Promotoria de Justiça de Itiquira solicitou ao Centro de Apoio Operacional às Execuções (CAEx) do MPMT a realização de uma contraprova. O objetivo é verificar se os resultados obtidos pelo laboratório privado são confirmados por análise independente.Nesta sexta-feira (2), representantes da Prefeitura de Itiquira, do Ministério Público e o professor doutor Domingos Sávio Barbosa, do Laboratório de Química Ambiental da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), reuniram-se para discutir a possibilidade de implantação de um monitoramento contínuo da qualidade da água, por meio de parceria com a instituição de ensino.Para o promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga, o avanço representa o cumprimento de uma demanda histórica da instituição e um importante passo para a proteção da saúde pública.“Essa é uma demanda antiga do Ministério Público. Houve compromissos firmados anteriormente e repactuados neste ano, mas o monitoramento era realizado de forma intermitente ou incompleta. Agora, o município avança para regularizar definitivamente a situação. Em um estado com uso intenso de agrotóxicos, é fundamental que a população tenha acesso a informações confiáveis sobre a qualidade da água que consome. O desafio é transformar essas análises em uma rotina permanente e fortalecer a transparência, permitindo que cada cidadão também exerça o papel de fiscal”, destacou.Transparência – Conforme previsto no TAC, todos os relatórios das análises ficarão disponíveis para consulta pública no site da Prefeitura de Itiquira. A medida busca garantir transparência e possibilitar o acompanhamento dos resultados pela sociedade. Eventuais reclamações ou inconsistências identificadas nos relatórios poderão ser comunicadas à Promotoria de Justiça de Itiquira por meio da Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso, inclusive de forma sigilosa.

Foto: Reprodução Instagram.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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