Mato Grosso
Confusão entre vereador, idosa e servidora acaba na delegacia
Mato Grosso
Da Redação
Na noite desse domingo (01), o vereador por Santo Antônio do Leverger, Aldemar Gálio (PSDB), 40 anos, foi parar na delegacia do município após se envolver numa briga de rua com uma servidora da Secretaria Municipal de Saúde, identificada como G.A.A., 25, na Avenida Santo Antônio.
Segundo o vereador, ele estava com uma senhora de 62 anos, identificada como A.M.M.T., conversando na varanda de casa, que fica na avenida, quando a servidora chegou e começou agredir verbalmente a idosa com palavras de baixo calão e ameaças.
Em determinado momento G.A. ainda teria batido em A.M., que passou mal, devido à idade, e foi encaminhada para cuidados médicos ao Hospital Municipal.
O parlamentar disse ainda que quando foi tentar ligar para a polícia a acusada pulou sobre ele, o celular caiu e ela foi embora dizendo que voltaria depois, que eles não a conheciam.
O vereador a indicou o proprietário de um estabelecimento comercial, que teria acompanhado toda a briga, como testemunha dos fatos.
De acordo com G.A., ela estava fazendo caminhada junto com a tia pela avenida, quando se deparou com o vereador próximo à prefeitura. Nesse momento, o parlamentar teria segurado no braço da servidora e a chamado de “vagabunda”, dizendo que a roupa que ela estava não condizia com a postura profissional dela.
Os dois continuaram a discutir na rua e G.A. respondido que o vereador não tem nada a ver com ela, quando A.M. teria pegado um chinelo para agredir fisicamente a servidora, que conseguiu se soltar do parlamentar e sair correndo. A tia da “vítima” confirmou a versão dela.
A servidora disse ainda que minutos depois um veículo Mitsubishi Pajero preto, dirigido por Aldemar passou por ela na rua e a idosa, que estava no banco do carona, começou a proferir xingamentos.
A Polícia Militar (PM) foi acionada e todos os envolvidos foram encaminhados à delegacia para prestar maiores esclarecimentos. A ocorrência foi registrada como injúria real consumada.
Foto: Reprodução
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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