Mato Grosso
Comissão Especial estuda a atualização da Constituição de Mato Grosso
Mato Grosso
Da Redação
A atual 19ª Legislatura, eleita para o quadriênio 2019/2023, instalou uma Comissão Especial para discutir as possíveis atualizações do texto constitucional estadual com a federal. A Constituição de Mato Grosso tem hoje 84 emendas. Criada em junho de 2019, sob a presidência do deputado Max Russi (PSB), a comissão tem o prazo de 180 dias para concluir o trabalho de revisão da Constituição, que foi promulgada em 1989.
“Quando a gente tenta fazer essa revisão, essa melhora, esse aperfeiçoamento, é para modernizar um trabalho feito há 30 anos, trazendo para os dias de hoje os anseios atuais da população. Vamos trabalhar para que a Constituição estadual seja de fácil entendimento e que a população saiba quais são os direitos e deveres para com o estado de Mato Grosso”, afirma o presidente da Comissão Especial, deputado Max Russi (PSB).
Para dinamizar os trabalhos, a comissão foi dividida em cinco subgrupos. O deputado Ulysses Moraes (DC) ficou responsável pelas análises e propostas de atualização do título “Princípios Constitucionais Fundamentais” e também o “Dos Direitos, Garantias e Deveres Individuais e Sociais”.
Na comissão, o deputado Sebastião Rezende (PSC) ficou com parte da frente que define as normas para o estado. Ele ficou também com a relatoria da Administração Pública e Poder Executivo Estadual. Também nessa frente, o deputado Max Russi atuará nos segmentos do Poder Legislativo Estadual e da Administração da Justiça.
Outro deputado que participa da comissão é Thiago Silva (MDB). Ele ficou responsável pela análise dos artigos que se referem aos municípios mato-grossenses. Já o deputado Valdir Barranco (PT) é responsável pela Frente do Desenvolvimento Econômico e Social, ligada aos temas Seguridade Social, Ação Cultural e Recursos Naturais.
A equipe técnica da Comissão Especial deve concluir as alterações ainda em 2019, antes do prazo pré-estipulado pela comissão – até o fim do primeiro semestre de 2020. Em 2007, a Assembleia Legislativa iniciou um trabalho similar. A Constituição é um ato normativo que precisa ter estabilidade.
O deputado Thiago Silva afirmou que advogados da sub-relatoria e procuradores da Assembleia Legislativa estão fazendo o trabalho prévio dos artigos que definem as competências dos municípios mato-grossenses e em breve será apresentado à Comissão Especial.
“É preciso fazer uma discussão mais aprofundada e, com isso, se faça as mudanças necessárias. Nesses últimos 30 anos, muitos ajustes foram feitos na Constituição federal, por isso a lei estadual precisa ser atualizada. Ela consta ainda de muitos pontos que divergem da Constituição federal. O objetivo é modernizá-la e que venha ao encontro dos anseios da população”, explicou o emedebista.
O parlamentar afirmou que a Comissão Especial deve finalizar os trabalhos de revisão e atualização da Constituição estadual até o final deste ano. Ele disse que as equipes técnicas das sub-relatorias estão fazendo a análise de cada artigo da Lei Magna estadual. “Nas próximas semanas, as cinco sub-relatorias devem se reunir para definir quais alterações serão feitas na Constituição”, disse Silva.
O deputado Sebastião Rezende, responsável por analisar e atualizar as normas para o Estado e para a administração pública e o Poder Executivo estadual, disse que cada sub-relatoria ficou com um determinado número de artigos da Constituição estadual para ser analisado e contou com apoio da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso.
“Tenho um entendimento da importância da seccional da OAB-MT, especialmente da comissão de estudos constitucionais da seccional de Mato Grosso, que foi solícita e fez sugestões às reformas relativas aos artigos que ficaram sob minha responsabilidade. Agora, a sub-relatoria vai apresentá-la à Comissão Especial para apresentar uma minuta”, disse Rezende.
Os deputados titulares da atual Comissão Especial são: Max Russi (PSB), Thiago Silva (MDB), Ulysses Moraes (DC), Sebastião Rezende (PSC) e Valdir Barranco (PT). Já os suplentes são: Dr. Eugênio (PSB), Dr. João (MDB), Xuxu Dal Molin (PSC), Dr. Gimenez (PV) e Delegado Claudinei (PSL).
Fonte: ALMT / Foto: ALMT
Mato Grosso
Saúde mental de servidores do sistema prisional é debatida em reunião
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) participou de uma reunião interinstitucional no Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT) voltada à discussão das condições de trabalho, da saúde mental e da valorização dos profissionais que atuam no sistema prisional mato-grossense. Representando a instituição, a procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou a necessidade de ampliar o olhar das instituições para o bem-estar dos servidores, diante dos elevados índices de adoecimento registrados na categoria.Durante o encontro, realizado na sexta-feira, 09/10, a procuradora de Justiça ressaltou que a valorização dos trabalhadores do sistema penitenciário é fundamental para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à execução penal. Segundo dados apresentados na reunião, 80% dos afastamentos por motivos de saúde registrados entre esses profissionais em 2025 estão relacionados ao sofrimento psíquico. “É muito importante que todas as instituições voltem um olhar para perceber o quanto esse servidor necessita ser valorizado”, afirmou Josane Guariente.Conduzida pelo presidente do TRT/MT, desembargador Aguimar Peixoto. Também participaram das discussões o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, o coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), juiz Geraldo Fidelis Neto, representantes sindicais e gestores ligados à política prisional.O objetivo da reunião foi ampliar a participação dos profissionais que atuam diretamente nas unidades prisionais nas discussões e ações previstas pelo Plano Pena Justa. Iniciativa nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de promover melhorias estruturais e institucionais no sistema prisional brasileiro, incluindo ações voltadas à valorização dos profissionais que atuam nas unidades penais.A pauta contemplou as demandas de policiais penais e de outros profissionais essenciais ao funcionamento do sistema, como psicólogos, médicos, dentistas e psiquiatras. Como encaminhamento, foi definida a realização de uma audiência pública para aprofundar o debate sobre saúde, condições de trabalho e valorização dos servidores do sistema prisional. A expectativa é que o evento ocorra em dezembro, reunindo instituições e profissionais envolvidos na temática.Informações: TRT-MT
Fonte: Ministério Público MT – MT
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