Mato Grosso
Com legislação em vigor, autistas passam a contar com sessões de cinema adaptadas
Mato Grosso
A inclusão de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nos espaços de cultura e lazer ganhou um importante reforço em Mato Grosso. Desde março está em vigor a Lei nº 13.256/2026, fruto de projeto de autoria do deputado estadual Sebastião Rezende (União), que garante a realização de sessões de cinema adaptadas para esse público e seus familiares em todo o estado.
A legislação estabelece que as salas de cinema realizem, no mínimo, uma sessão adaptada por mês para crianças e adolescentes com TEA acompanhados de seus familiares.
Durante as exibições, não devem ser apresentadas publicidades comerciais, as luzes precisam permanecer levemente acesas e o volume do som deve ser reduzido. O público também tem liberdade para entrar e sair da sala durante toda a sessão, respeitando as necessidades individuais das pessoas com autismo.
Para Sebastião Rezende, a legislação busca eliminar barreiras que muitas vezes impedem famílias atípicas de frequentarem espaços de lazer.
“Uma ida ao cinema, que para muitas famílias é algo simples, pode se tornar um grande desafio para uma criança com autismo em razão do excesso de estímulos sonoros e visuais. Essa lei busca criar um ambiente mais acolhedor, para que essas crianças e adolescentes possam desfrutar desse momento ao lado de seus familiares com mais tranquilidade, respeito e dignidade”, afirmou o deputado.
Resultados – A iniciativa já pode ser percebida na prática em diferentes municípios de Mato Grosso, com cinemas promovendo sessões inclusivas e adotando medidas para proporcionar maior conforto às pessoas com TEA.
Em Cuiabá e Várzea Grande, cinemas já disponibilizam sessões adaptadas, com redução do volume, iluminação parcialmente acesa e liberdade de circulação durante os filmes. A iniciativa também está chegando ao interior do estado.
Para Rezende, a aplicação da legislação demonstra a importância de transformar as demandas das famílias em políticas públicas capazes de produzir mudanças concretas no cotidiano.
“Mais importante do que aprovar uma lei é vê-la chegando à população e fazendo a diferença na vida das pessoas. Quando uma criança com autismo consegue ir ao cinema com sua família e encontra um ambiente preparado para recebê-la, estamos falando de inclusão acontecendo de verdade”, ressaltou.
Inclusão – A adaptação das sessões leva em consideração características que podem estar presentes em pessoas com TEA, especialmente relacionadas à sensibilidade a estímulos sonoros, luminosos e à necessidade de movimentação durante a exibição.
Com medidas relativamente simples, a legislação busca ampliar o acesso ao cinema e garantir que essas famílias não precisem abrir mão de momentos de convivência e lazer pela ausência de ambientes adequados.
A Lei nº 13.256/2026 também estabeleceu prazo para que os estabelecimentos se adequassem às novas regras.
Sebastião Rezende destacou que a defesa das pessoas com deficiência e das famílias continuará sendo uma das frentes de atuação de seu mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Precisamos construir um estado em que todos tenham oportunidades de participar da vida em sociedade. Inclusão não pode ficar apenas no discurso. Ela precisa estar presente na escola, na saúde, no trabalho, na cultura e também no lazer. É com esse propósito que continuaremos trabalhando na Assembleia Legislativa”, concluiu o parlamentar.
Fonte: ALMT – MT
Mato Grosso
Ataques cibernéticos tiram sistemas da Saúde do ar em Cuiabá e Mato Grosso
Os sistemas digitais utilizados pelas redes públicas de Saúde de Cuiabá e de Mato Grosso foram afetados por ocorrências de segurança cibernética registradas no início desta semana. Na Capital, plataformas da Secretaria Municipal de Saúde ficaram temporariamente indisponíveis após a identificação de uma possível invasão. Já no âmbito estadual, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) confirmou um novo ataque hacker, detectado no domingo (1º).
Em Cuiabá, a Secretaria Adjunta de Tecnologia da Informação (SAETI) identificou anomalias na infraestrutura dos servidores municipais e determinou o isolamento preventivo de ambientes digitais. A medida provocou a suspensão temporária de ferramentas utilizadas pelas unidades de saúde, que passaram a recorrer a procedimentos manuais para registrar atendimentos e manter os serviços em funcionamento.
As equipes técnicas trabalham para recuperar as plataformas de maneira gradual e segura. Até o momento, não havia previsão oficial para a normalização completa dos sistemas municipais.
A indisponibilidade das ferramentas também provocou lentidão nos atendimentos, especialmente nas unidades de pronto atendimento (UPAs). A Prefeitura, entretanto, informou que os serviços não foram interrompidos e que os casos de urgência e emergência continuam recebendo assistência.
Na esfera estadual, a SES-MT comunicou que identificou uma nova tentativa de invasão no domingo. Como medida de segurança, os sistemas das unidades vinculadas à secretaria foram temporariamente suspensos para verificação da infraestrutura e apuração do ocorrido.
Segundo o governo, as equipes de tecnologia atuam para restabelecer o funcionamento das plataformas. Mesmo com limitações de acesso à rede, serviços considerados essenciais, como a regulação de urgência e emergência e os atendimentos hospitalares, continuam operando regularmente.
A secretaria informou que a retomada dos sistemas será feita de forma gradativa, mas não apresentou uma data para a normalização integral.
Estado já havia enfrentado outro ataque
O novo episódio representa a segunda ocorrência de ataque cibernético contra a Secretaria de Estado de Saúde em 2026. O primeiro caso foi identificado em março e atingiu aproximadamente um terabyte de arquivos armazenados na infraestrutura tecnológica da pasta, conforme informações divulgadas anteriormente pelo órgão.
Na ocasião, a secretaria informou que o ataque não comprometeu a base principal de dados nem provocou interrupção dos serviços de saúde.
Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a autoria dos episódios mais recentes, a extensão dos danos ou eventual comprometimento de informações de pacientes. As equipes responsáveis seguem trabalhando na investigação e na recuperação dos sistemas.
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