Mato Grosso
Com duas disputa em uma, Neurilan Fraga é reeleito presidente da AMM
Mato Grosso
Da Redação.
A eleição da presidência da Associação Mato-grossense do Municípios (AMM) foi dividida em duas fases, a primeira disputa foi marcada no judiciário, quando um lado queria impedir a candidatura do atual presidente Neurilan Fraga.
De princípio, com uma primeiro ordem judicial, Neurilan teria ficado de fora da disputa, porém, como se fosse em uma partida de futebol, nos 45 minutos do segundo tempo, a equipe jurídica conseguiu reconduzir Neurilan na disputa, quando a desembargadora, Helena Maria Bezerra Ramos suspendeu a liminar, que impedia Neurilan de participar da disputa.
Desta forma, a eleição que foi realizada na última terça-feira, 15.12.2020, reelegeu Neurilan Fraga para comandar a AMM no próximo período de 2021 a 2023.
“É o quarto mandato consecutivo de Neurilan na presidência da AMM”.
Dos 121 prefeitos que participaram da eleição, 76 votaram a favor de Neurilan, e 45 votaram em Mauro Rosa, prefeito de Água Boa, que concorreu contra Fraga.
O prefeito Mauro Rosa destacou a importância do fortalecimento da AMM e pediu aos gestores que apoiarem o presidente Neurilan Fraga, na presidência da instituição.
“Peço aos prefeitos que estavam junto conosco que permaneçam na instituição, que é muito importante. O Neurilan certamente vai ampliar tudo que já fez, melhorando ainda mais a instituição até 2023”, frisou.
Neurilan se comprometeu a trabalhar muitos mais, para proporcionar mais prestações de serviços aos municípios.
“Vou trabalhar para aumentar a quantidade de serviços prestados pela AMM e ampliar a atuação em Brasília, para trazer mais recursos para as prefeituras. Vamos trabalhar muito no ano que vem no Congresso Nacional, tratando da Reforma Tributária, da reforma do Pacto Federativo e da Reforma Administrativa. Além de outras demandas, que resultem em mais recursos no caixa das prefeituras”, assinalou Neurilan, que agradeceu os prefeitos e as lideranças políticas que o apoiaram, como deputados estaduais, federais e senadores.
Foto: Vicente de Souza
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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