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Ciosp deve receber 2.900 chamadas por dia com integração da PRF

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Da Redação

O Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) recebeu de janeiro a dezembro de 2019 650.760 ligações que resultaram em 135.512 atendimentos. Com uma média de 2.500 chamadas por dia, onde resultam em 500 atendimentos concretizados. Os números devem aumentar, com a integração de agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) à equipe do Ciosp, a partir desta terça-feira (10), para 2.900 ligações diárias.

A estimativa foi feita com base na produtividade do disque 191, que recebe em torno de 400 chamadas diariamente referentes a ocorrências da PRF. Por meio de um acordo de cooperação técnica firmado entre o órgão federal e a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), estas ligações agora são recebidas pelo Ciosp, que conta com 12 agentes da PRF, em regime de escala, para fazer o filtro e direcionar a ação operacional.

Além disso, as câmeras OCR (sigla em inglês para Reconhecimento Óptico de Caracteres) da PRF instaladas nas cinco rodovias federais de Mato Grosso também passam a integrar o sistema de videomonitoramento do Ciosp, que é a principal política de segurança do Estado.

O uso da tecnologia, alinhado à integração operacional, é a diretriz adotada pela Sesp-MT para reforçar a segurança pública sem demandar recursos financeiros extras. Segundo o secretário adjunto de Integração Operacional da Sesp-MT, coronel PM Victor Paulo Fortes, a parceria com a PRF fortalece este objetivo.

“Agora temos a presença física da PRF, o que facilita o atendimento à população, pois a integração dos sistemas dinamiza os procedimentos e resulta em mais rapidez na resposta”, afirma o coronel.

A iniciativa foi alinhada em setembro deste ano, durante reunião entre os representantes da PRF e da Sesp-MT. A superintendente substituta da PRF em Mato Grosso, Iara Alves, exemplifica de que forma a presença dos agentes federais no Ciosp dará mais agilidade aos atendimentos.

“Muitas vezes o cidadão está numa rodovia estadual e aciona o 191 quando precisa de socorro, sendo que esse disque é voltado para rodovias federais. Com a integração, esse direcionamento será feito muito mais rápido”, explica ela.

Trotes atrapalham atendimentos

O Ciosp agora concentra as chamadas feitas ao 190 (PM-MT), 193 (Bombeiros), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia), 199 (Defesa Civil) e 191 (PRF). A diferença entre o número de chamadas feitas (650.760) e o de atendimentos (135.512) chama a atenção e é explicada pela quantidade de trotes e outros casos que não competem ao serviço de urgência e emergência.

O secretário adjunto de Integração Operacional da Sesp-MT reforçou a orientação à população.

“É muito importante termos consciência de que trote é considerado crime e, mais do que isso, pode custar uma vida, pois é um tempo que nossos agentes perdem checando uma informação falsa ou tendo que responder a questionamentos que não são relacionados à segurança pública. Tempo esse que poderiam dedicar ao atendimento de situações que realmente necessitam do serviço, que é estritamente voltado a ocorrências policiais urgentes”, frisa Victor Fortes.

Foto: Christiano Antonucci / Secom-MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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