Mato Grosso
Ciopaer renova 50% das aeronaves disponíveis para operações policiais
Mato Grosso
Da Redação
Três novas aeronaves, sendo uma equipada com UTI, passaram a compor, neste ano, a frota do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), unidade da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT). Uma das aeronaves, modelo Baron, com capacidade para quatro passageiros e autonomia de cinco horas de voo já está em operação. As outras duas unidades estarão aptas para voar no próximo ano.
Das três aeronaves, duas são resultantes de apreensões feitas em operações policias e a Justiça determinou a integração ao Ciopaer. A terceira aeronave, modelo Chayenne II XL, com capacidade para dois tripulantes e seis passageiros e autonomia de seis horas e 30 minutos de voo, foi adquirida em parceria com o Ministério Público Estadual, que por meio de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), destinou recurso para a Segurança Pública. As aeronaves foram incorporadas à frota em substituição aos modelos mais antigos.
Com o incremento, a corporação dispõe de seis aeronaves e três helicópteros para atuar em operações aéreas em todo o Estado. Além da sede, que fica no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, o Ciopaer tem uma base descentralizada no município de Sorriso (398 km ao Norte de Cuiabá).
Segundo o coordenador da unidade, coronel PM Juliano Chiroli, o Ciopaer atua em conjunto com as unidades das forças de segurança: Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil e Corpo de Bombeiros Militar e com outras secretarias estaduais, a exemplo da Saúde (SES) e Meio Ambiente (Sema).
“Nosso trabalho é empregar nossas aeronaves nas diversas missões das polícias. Com o emprego da nossa frota conseguimos estar em pontos extremos do Estado com maior rapidez e realizar ações que subsidiam a tropa que está em solo. Mas nossa atuação não se resume às forças de segurança. Dispomos de convênios para atender outras pastas do Governo”, enfatiza.
Foto: Secom-mt
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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