Mato Grosso
Vítimas de chacina em Nobres são identificadas
Mato Grosso
Da Redação
Uma chacina foi registrada na noite desta quarta-feira (19) na cidade de Nobres (125 km de Cuiabá), cinco pessoas foram mortas, as vítimas têm entre 17 e 24 anos.
De acordo com as informações, a Polícia Militar (PM) foi acionada após populares ouvirem diversos disparos de arma de fogo vindos de uma residência, no momento da chegada dos policiais, três das vítimas estavam caídas no lado de fora da casa, duas delas já estavam sem sinais vitais. Dentro da residência estavam outras duas pessoas, sendo que uma apresentava sinais vitais.
Uma unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e prestou socorro para as vítimas que se encontravam com vida, eles foram encaminhados a uma unidade hospitalar, mas não resistiram aos ferimentos e vieram a óbito.
As vítimas foram identificadas como Jovanilson Pereira da Costa, 17 anos; Claudio Rogério Pinto do Nascimento, 19 anos; Thiago dos Santos Siqueira, 20 anos; Weliton da Silva, 23 anos e Daniel dos Santos Costa, 24 anos.
A suspeita da PM é de que as mortes tenham sido motivadas por uma rixa entre grupos rivais, porém, a Polícia Judiciária Civil (PJC) passa a investigar o caso para esclarecer quais as reais motivações dos homicídios. No local, ainda foram localizados pelos policiais cápsulas de pistola calibre .380.
Equipes de Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) esteve no local onde realizou os trabalhos de perícia, posteriormente os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) onde passarão por exames de necrópsia e posteriormente serão liberados para os trâmites fúnebres.
Foto: Reprodução
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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