Mato Grosso
“Cesta básica está garantindo o alimento da minha família”, afirma dona de casa
Mato Grosso
A distribuição de cestas básicas já beneficiou mais de 2 milhões de pessoas no Estado que vivem em situação de vulnerabilidade extrema
Da Redação
Pamela Silva, moradora de Várzea Grande é uma das beneficiárias do programa Vem Ser Mais Solidário, idealizado pela primeira-dama do Estado, Virginia Mendes e executado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc). Mãe de quatro filhos, esposa e dona de casa, ela conta que a pandemia de Covid-19 impactou muito a vida da sua família, tirando o emprego do seu esposo que agora vive de trabalhos temporários para sustentar a família.
“A gente sobrevive com a ajuda dos nossos parentes, com uma coisa aqui ou ali e também com a cesta ofertada pela escola. Eu me senti muito feliz pela primeira-dama e o governador estarem me ajudando com essa cesta, garantindo o alimento da minha família. Eles estão ajudando muita gente e isso é muito bom”, disse.
De acordo com a secretária da Setasc, Rosamaria Carvalho, o programa Vem Ser Mais Solidário tem como objetivo beneficiar pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade. A primeira-dama Virginia Mendes foi a grande articuladora do programa junto ao governador Mauro Mendes e tem desempenhado papel fundamental na assistência aos mais necessitados. “Através do apoio da nossa primeira-dama conseguimos beneficiar muitas famílias. E seguiremos com foco na segurança alimentar para 2021. A ação é extremamente importante nesse período, considerando que muitas famílias que vivem em situação de vulnerabilidade extrema, perderam seus empregos e ficam sem ter o básico para se alimentar”, pontuou Rosamaria.
Para o tenente coronel da Polícia Militar, Luiz Fernando Dias, a sensação é dever cumprido e o sentimento, enquanto cidadão, é de gratidão por poder contribuir com as pessoas que realmente precisam. “A gente entende que muitas pessoas têm condições, eles moram em suas residências, tem as condições de estar se alimentando, pagando uma escola particular e tendo as suas vidas, indo a restaurantes. Mas o fato é que muita gente precisa desse apoio. Nesse sentido, nós temos como base princípios básicos de ajudar ao próximo. E nós somos tão mais fortes, quanto o elo mais fraco, isso é o conceito de sociedade. Nós não teríamos condições de ajudar tantas pessoas se não tivéssemos esse olhar humano”, relatou.
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Geladeira vazia: drama comum na pandemia Michel Alvim (foto)
O Programa
Iniciada em meados de abril de 2020, a campanha atendeu mais de 1,7 milhão de pessoas no ano passado, levando em conta a distribuição de 330 mil cestas básicas. E a primeira-dama também decidiu que a iniciativa será permanente em 2021, ajudando mais famílias em situação de extrema pobreza a terem segurança alimentar.
As cestas básicas entregues continham arroz, feijão, macarrão, óleo, sal, açúcar, café, farinha de trigo, sardinha, extrato de tomate, além de materiais de limpeza e de higiene pessoal. Desse total, cerca de 100 mil cestas foram distribuídas no período natalino, e receberam um incremento de um kit com panetone e guloseimas. Devido a necessidade do programa, o Governo do Estado, através do programa Mais MT, direcionou R$ 42 milhões em recursos para a permanência da ação.
Mato Grosso
Município regulariza medição da qualidade da água após TAC
O Município de Itiquira (a 361 km de Cuiabá) regularizou o monitoramento da potabilidade da água fornecida à população, incluindo a análise de metais pesados e agrotóxicos. A medida atende compromisso firmado com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Promotoria de Justiça de Itiquira, em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado em maio deste ano no âmbito da política municipal de saneamento.As amostras foram coletadas em 12 pontos do sistema de abastecimento, sendo 11 locais de captação e a Estação de Tratamento de Água (ETA). Os exames contemplaram todos os parâmetros exigidos pela Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde, e apontaram resultados dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação.Segundo a Promotoria de Justiça, as análises realizadas anteriormente não incluíam alguns dos agrotóxicos mais utilizados na região e previstos no Anexo 9 da Portaria GM/MS nº 888/2021. Com a regularização do monitoramento, o controle passa a contemplar esses parâmetros.Além dos exames realizados por laboratório contratado pelo município, a Promotoria de Justiça de Itiquira solicitou ao Centro de Apoio Operacional às Execuções (CAEx) do MPMT a realização de uma contraprova. O objetivo é verificar se os resultados obtidos pelo laboratório privado são confirmados por análise independente.Nesta sexta-feira (2), representantes da Prefeitura de Itiquira, do Ministério Público e o professor doutor Domingos Sávio Barbosa, do Laboratório de Química Ambiental da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), reuniram-se para discutir a possibilidade de implantação de um monitoramento contínuo da qualidade da água, por meio de parceria com a instituição de ensino.Para o promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga, o avanço representa o cumprimento de uma demanda histórica da instituição e um importante passo para a proteção da saúde pública.“Essa é uma demanda antiga do Ministério Público. Houve compromissos firmados anteriormente e repactuados neste ano, mas o monitoramento era realizado de forma intermitente ou incompleta. Agora, o município avança para regularizar definitivamente a situação. Em um estado com uso intenso de agrotóxicos, é fundamental que a população tenha acesso a informações confiáveis sobre a qualidade da água que consome. O desafio é transformar essas análises em uma rotina permanente e fortalecer a transparência, permitindo que cada cidadão também exerça o papel de fiscal”, destacou.Transparência – Conforme previsto no TAC, todos os relatórios das análises ficarão disponíveis para consulta pública no site da Prefeitura de Itiquira. A medida busca garantir transparência e possibilitar o acompanhamento dos resultados pela sociedade. Eventuais reclamações ou inconsistências identificadas nos relatórios poderão ser comunicadas à Promotoria de Justiça de Itiquira por meio da Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso, inclusive de forma sigilosa.
Foto: Reprodução Instagram.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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