Mato Grosso

Casal é preso com 40 quilos de drogas em Rondonópolis

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Mato Grosso

Da Redação

 

Um casal foi preso em Rondonópolis (212 km ao Sul) com cerca de 40 quilos de drogas. O flagrante foi realizado na quinta-feira (09) pela Delegacia Especializada de Rondonópolis. Os suspeitos, José Carlos Resende da Silva, 27 anos, e Ângela Correia dos Santos, 36 anos, foram autuados em flagrante por tráfico e associação para o tráfico de drogas.

A apreensão foi realizada após averiguação de denúncia anônima recebida na Delegacia. Na checagem foram encontrados, em uma residência no bairro Jardim Buriti, 37 tabletes de maconha e cerca de 4 quilos de pasta base em vários pedaços prontos para o comércio. No quintal da casa foi apreendido um veículo Pálio com registro de roubo em 2017.

Informações apuradas pelos investigadores da Especializada apontam que José Carlos, conhecido por Foguinho, é membro de uma facção criminosa e teria deixado a Penitenciária Major Eldo Sá Correia (Mata Grande) recentemente. Ele cumpria pena pelo crime de roubo.

Conforme a apuração,  o veículo apreendido era usado no abastecimento de drogas nas bocas de fumo de bairros da localidade. Tanto que no monitoramento, os policiais confirmaram quando ele entrou no veículo carregando um tablete de droga dentro de uma sacola. A mulher também foi avistada saindo da mesma residência.

Na abordagem, os policiais apreenderam o tablete de droga embaixo do banco do motorista, além de pedaços de pasta base. O restante da droga foi encontrada dentro da casa, sendo uma parte no banheiro e outra quantidade no chão do quarto do casal, ao lado da cama, onde também havia uma balança e um caderno de anotações da contabilidade do tráfico de drogas.

Na ação ainda foram apreendidos R$ 483 reais. Os dois foram levados a delegacia autuados por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Eles foram apresentados em audiência de custódia.

 

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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