Mato Grosso
Casal é preso acusado de receptação e formação de quadrilha
Mato Grosso
Da Redação
Um casal foi preso na noite desta segunda-feira (17) acusado de receptação, segundo as informações Sergio Aparecido Vieira Junior de 26 anos e Miely Mirian Campos da Cruz de 22 anos estavam na Avenida dos Imigrantes nas proximidades do Bairro São Mateus com uma camionete Toyota Hilux de cor preta quando foram abordados pela Polícia Militar.
Segundo a polícia os dois ficaram nervosos no momento da abordagem e após checagem do veículo foi constatado que a placa do mesmo havia sido adulterada e que foi roubado no último dia 7 de junho na região de Ribeirão dos Cocais em Nossa Senhora do Livramento (39 km de Cuiabá), além da camionete, na ocasião também foi roubada uma motocicleta Honda Broz de cor vermelha.
Os policiais se dirigiram até a residência do rapaz para averiguar se a motocicleta também estaria em posse do suspeito. Ao chegar na residência do rapaz não foi encontrada a motocicleta, porém inúmeras joias estavam em posse dos suspeitos.
As referidas joias foram furtadas no dia 8 de junho em uma relojoaria no Bairro Jardim Glória I, na ocasião seis pessoas foram presas acusadas de participação no crime. Foram encontrados em posse dos suspeitos relógios, correntes e pulseiras que já foram identificadas pelo proprietário do estabelecimento comercial.
Sergio é monitorado por tornozeleira eletrônica por ter cometido o crime de tráfico de drogas, segundo o próprio suspeito ele teria sido preso a cerca de três anos com meio quilo de maconha.
O acusado negou que sua esposa tivesse participação nos crimes e afirmou que comprou as joias por R$ 200,00 para que Miely as revendesse, já que a mesma já trabalharia na revenda de joias.
Os acusados irão responder por formação de quadrilha, duas receptações já que os mesmos estariam com as joias e também a camionete roubada, além disso Sérgio também irá responder por adulteração de veículo.
Foto: Dalmir Ferreira
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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