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Câmara apresenta nesta quarta relatório que pode cassar mandato de Abílio Júnior.

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Da Redação

O relatório final da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar DA Câmara de Cuiabá que investiga a quebra de decoro do vereador Abílio Júnior (PSC), será apresentada nesta quarta-feira (12).

O documento será lido em uma reunião extraordinária marcada para as 7h nas salas das comissões vereador Júlio Pinheiro pelo relator, Ricardo Saad (PSDB) e votado pelos demais membros da comissão, após a votação ele será encaminhado para a Câmara Municipal onde o presidente, vereador Misael Galvão (PTB), deverá levar a plenário.

Abílio foi acusado pelo ex-vereador e suplente Oseas Machado de invadir espaços públicos e privados e abusar de seus direitos como vereador, a ação disciplinar foi aberta em outubro de 2019. Entre as condutas tidas como abusivas, está um episódio em maio de 2019, quando o vereador foi acusado de invadir a residência do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), localizada no bairro Jardim das Américas, na ocasião, Abílio teria ido a residência para fiscalizar uma obra em andamento na casa de Pinheiro, no episódio, Abílio teve o celular ‘confiscado’ por um funcionário do prefeito, na época o caso ganhou bastante repercussão nas redes sociais.

Além disso, Abílio também é acusado de ridicularizar colegas vereadores durante o andamento das sessões da Casa Legislativa. Por diversas vezes, o vereador ironizou discursos de colegas como os vereadores Juca do Guaraná (Avante), Renivaldo Nascimento (PSDB), Toninho de Souza (PSD), nem mesmo o presidente da Câmara teria sido poupado das ironias.

Foto: Câmara de Cuiabá

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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