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Botelho afirma que Mendes deve apoiar candidatura própria do DEM para o senado

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Da Redação

A bastante tempo o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Eduardo Botelho (DEM), vem defendendo que seu partido tenha uma candidatura própria para o senado nas eleições suplementares que deverão ser realizadas ainda no primeiro semestre de 2020, após a cassação da senadora Selma Arruda (Podemos), em dezembro de 2019.

Um dos nomes do Democratas que vem ganhando força desde a confirmação da cassação de Selma, é o nome do ex-governador Júlio Campos, que já manifestou interesse em concorrer a vaga, inclusive chegou a afirmar que se sente preparado para assumir o cargo caso seja eleito.

Para Botelho, Júlio Campos seria um bom nome e teria apoio do governador de Mato Grosso Mauro Mendes (DEM), porém, outros nomes estariam disputando o apoio do atual chefe do executivo estadual, entre eles, o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD), que concorreu ao cargo nas eleições de 2018 ficando apenas com a terceira colocação, outro nome que segundo informações pretende se lançar a vaga, é o atual vice-governador Otaviano Pivetta (PDT).

Botelho deixa claro que o Democratas ainda não realizou uma reunião para discutir o assunto, mas as principais lideranças do partido estão conversando com Mendes que garantiu não se opor caso um nome do partido seja de fato escolhido.

Ainda de acordo com o presidente da ALMT, a definição de um nome filiado ao DEM para as eleições se sobreporia a um acordo selado por Mendes e Fávaro em 2018 no qual o governador gostaria de manter, mas Mendes não irá intervir numa candidatura do DEM. “Ele gostaria de manter o compromisso eleitoral com o Fávaro, mas ele não vai interferir numa colocação do DEM. E eu acredito que o DEM vai ter candidato sim. Primeiro, a pessoa tem que querer, porque eu, por exemplo, não tenho nenhuma disposição para entrar numa disputa agora”, disse.

Desde que o processo de cassação de Selma Arruda foi dado início, o nome de Eduardo Botelho era colocado como possível candidato a uma eventual eleição suplementar, porém o parlamentar deixou claro mais uma vez que a candidatura não está em seus planos, mas defende a candidatura de Júlio Campos. “O Júlio Campos, por exemplo, tem e já está andando pelo Estado todo. Eu acho que ele seria um excelente senador para Mato Grosso, é um homem dinâmico, tem muita experiência política, seria muito bom”, completou.

Foto: Divulgação

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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