Mato Grosso
Bairro Seguro prende 244, recupera 60 veículos e apreende 813 kg de drogas
Mato Grosso
Da Redação
Duzentos e quarenta e quatro pessoas foram presas durante a 11ª edição da operação “Bairro Seguro”. A ação em conjunto, realizada pela Secretaria de Estado de Segurança Púbica (Sesp-MT) nos 141 municípios de Mato Grosso, também recuperou 60 veículos e apreendeu 813 quilos de drogas.
Das 244 prisões, 76 foram em flagrante, 69 por mandado e 99 pessoas foram conduzidas para unidade policiais. A “Bairro Seguro” ainda abordou 5.309 pessoas entre os dias 24 e 25 de novembro, além de 2.892 veículos. Ao todo foram feitos 386 bloqueios policiais.
A 11ª “Bairro Seguro” também apreendeu 18 armas de fogo e 55 automóveis. O Corpo de Bombeiros realizou 80 fiscalizações nesta edição. A ação, que é integrada, reuniu mais de 1.300 profissionais, sendo eles das polícias Militar (PM) e Judiciária Civil (PJC), Corpo de Bombeiros (CBM), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e o Departamento Estadual de Trânsito (Detran).
O objetivo da operação é reduzir a criminalidade em todo Estado. “Há muito esforço e empenho dos profissionais de segurança pública para baixar, cada vez mais, os índices criminais”, pontua o secretário adjunto de Integração Operacional da Sesp, coronel da PM Jonildo Assis.
Assis ainda avalia a ação em conjunta como positiva pois “os índices na área de Segurança Pública são muito bons. E a Bairro Seguro é um exemplo das várias ações realizadas pela Secretaria de Estado de Segurança Pública”.
Mato Grosso
Julgamento é retomado com interrogatório dos réus
O julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi retomado na manhã desta quarta-feira (30), no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Após o encerramento do primeiro dia de instrução, as partes desistiram da oitiva das testemunhas que ainda estavam arroladas para depor, permitindo o avanço da sessão para a fase de interrogatório dos réus.Os trabalhos foram reiniciados com o interrogatório de Antônio Gomes da Silva, apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como o autor dos disparos que resultaram na morte do advogado. Na sequência, também deverão ser interrogados os demais réus, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida (NDV). A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Também integra a acusação, como assistente, o advogado Giovani Santin.Durante o primeiro dia de julgamento, realizado na terça-feira (29), foram ouvidas seis testemunhas, entre elas delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal que atuaram nas investigações do caso. As oitivas abordaram a dinâmica do crime, o planejamento da ação criminosa e os elementos probatórios reunidos ao longo da apuração conduzida pelas forças de segurança.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins avaliou o primeiro dia como produtivo no que se refere à instrução e ao esclarecimento dos fatos. Ele destacou o papel do Ministério Público no Tribunal do Júri e criticou estratégias utilizadas para atacar a imagem da vítima.“Estamos defendendo a vida de um ser humano e aqui o Ministério Público tutela o direito à vida de qualquer pessoa, sem fazer qualquer tipo de discriminação. Justificar esse tipo de situação atacando a figura da vítima nada mais é do que uma retórica colocada a serviço da injustiça, da impunidade e daquilo que a sociedade não deseja”, afirmou o promotor de Justiça.O promotor de Justiça Samuel Frungilo lembrou ainda que, segundo a acusação, o envolvimento dos réus como executores e intermediários está demonstrado tanto pelas oitivas das testemunhas realizadas no primeiro dia quanto pelas investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal. “Essa organização foi contratada para matar Roberto Zampieri, e foi isso que fez”, afirmou.Conforme a denúncia oferecida pelo MPMT, Antônio Gomes da Silva é acusado de executar o homicídio. Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é apontado como integrante da empreitada criminosa.O julgamento prossegue ao longo do dia com os interrogatórios e as demais fases processuais previstas para o Tribunal do Júri.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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