Mato Grosso

Avenida Filinto Muller em VG sofre a última intervenção antes da inauguração

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Mato Grosso

Da Redação

A Avenida Senador Filinto Muller, em Várzea Grande, sofrerá sua última intervenção a partir das 7h de segunda-feira, 14 de outubro, para a duplicação de 500 metros da via, no sentido centro-bairro. Finalizando assim, a duplicação total dos 12 quilômetros da avenida que corta a cidade dando acesso a diversos bairros e interligando a região oeste de Várzea Grande com o Centro e criando um novo Rodoanel com a Rodovia Imigrantes/Avenida Júlio Campos/Rodovia Mário Andreazza.

Levando-se em conta todos o trajeto e os bairros ao longo da Avenida Filinto Muller, cerca de 60 mil habitantes estão sendo beneficiados pela obra, fora aqueles que utilizam a mesma para outras atividades.

“Essa obra assim como todas as demais em todas as áreas, foram projetadas para valorizar Várzea Grande e seus imóveis e dar qualidade de vida para a população de uma maneira em geral, além de estabelecer um novo corredor comercial, impedindo que a cidade que tem amplitude horizontal tenha áreas distantes dos serviços públicos municipais”, disse a prefeita Lucimar Sacre de Campos que pretende inaugurar a mesma ainda neste ano de 2019.

A previsão, de acordo com o secretário municipal de Viação e Obras, Luiz Celso de Moraes, é de que os últimos 500 metros de duplicação da Avenida Senador Filinto Muller sejam finalizados nos próximos 40 dias. Devido às obras de duplicação haverá necessidade de desvio do trânsito, no sentido Aeroporto ou Centro de Várzea Grande rumo ao bairro, à direita por meio da rua Miguel Leite e à esquerda na Avenida Couto Magalhães até à rua coronel João Norberto de Barros (ver mapa).

“O ponto de obstrução será a partir do sinaleiro, após o supermercado Big Lar e o acesso a outra importante via a Alzira Santana que demanda ao Hospital Pronto Socorro e a Região Sul e Distritos, e, a duplicação ocorrerá entre as ruas Benedito Monteiro e Coronel João Norberto de Barros, somente em um sentido da via, no sentido centro-bairro”, explica o secretário municipal de Viação e Obras, Luiz Celso de Moraes.

Moradores e empresários que possuem estabelecimento no trecho em duplicação sob bloqueio terão acesso de forma integral à suas residências. Toda a extensão sob obras, as rotas alternativas e desvios já estão devidamente sinalizados e terão suporte da Guarda Municipal de Várzea Grande.

“Queremos inaugurar, tão logo seja concluída a duplicação da Avenida Filinto Muller, concebida como um novo corredor comercial de Várzea Grande. Ela também irá integrar todas as principais regiões da cidade de forma estratégica, uma vez que dá acesso à Rodovia Mário Andreazza e somos passagem obrigatória para o Norte de Mato Grosso ou para quem vai para o Sul do Estado ou do País, portanto, estamos no corredor do agronegócio”, disse a prefeita Lucimar Sacre de Campos que informou estar a Prefeitura trabalhando para entregar essa obra ainda em 2019.

Dos R$ 24 milhões orçados para a conclusão da duplicação da avenida, R$ 3,5 milhões são de contrapartida do Município e o restante do Governo do Estado.  “Com a conclusão da sua duplicação teremos uma via moderna, rápida, segura e que permitirá acesso desde o Aeroporto Marechal Rondon até a Rodovia dos Imigrantes, por onde passam cerca de 35 mil veículos diariamente, isso sem falar que além da duplicação a avenida possui ciclo faixa, pista de caminhada, iluminação em LED, canteiro central e calçadas “, completou a prefeita.

Ela lembrou que as obras municipais tem se preocupado em assegurar espaço tanto para os motoristas como para usuários, ou seja, pedestres, para que eles possam se utilizar de forma racional e até mesmo saudável. “Vamos ter uma via de mão rápida, lembrando que a cidade precisa de agilidade, mas sem se descuidar da segurança das pessoas, por isso que é essencial que todos usem as pistas novas de forma racional e segura”, disse Lucimar Sacre de Campos sinalizando a duplicação da Filinto Muller como uma obra de integração social e de respeito para com a cidade e sua população.

 

FOTOS: ROBSON SILVA

SECOM/VG

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Júri condena mercenários a mais de 71 anos de prisão

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Os réus Claudiomar Garcia de Carvalho e Jefferson Fátimo da Silva, apontados pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como integrantes de um grupo de extermínio que atuava mediante ações de mercenários na região metropolitana de Cuiabá, foram condenados, na última quinta-feira (8), pelo Tribunal do Júri a penas que somam 71 anos e 9 meses de reclusão em regime fechado.
Claudiomar Garcia de Carvalho recebeu pena de 38 anos e 6 meses de prisão, enquanto Jefferson Fátimo da Silva foi condenado a 33 anos e 3 meses. A acusação em plenário foi sustentada pelo promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins.
Os dois réus foram condenados pela participação no homicídio qualificado de Fábio José Brandão da Silva e por duas tentativas de homicídio qualificadas contra Edivaldo Henrique Pereira Mendes e Wanderson Diego Pereira Laranja.
Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa das vítimas, além da causa de aumento de pena decorrente da atuação em grupo de extermínio.
Conforme a denúncia do MPMT, os crimes ocorreram na madrugada de 8 de outubro de 2015, em frente ao ponto “Moto Táxi Cohab Cristo Rei”, no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. As vítimas estavam reunidas quando foram surpreendidas por disparos efetuados a partir de uma ação planejada por integrantes da organização criminosa.
Fábio José Brandão da Silva morreu no local. Já Edivaldo Henrique Pereira Mendes foi atingido por um disparo nas costas e sobreviveu após atendimento médico, enquanto Wanderson Diego Pereira Laranja conseguiu fugir sem ser baleado.
De acordo com as investigações, Jefferson Fátimo da Silva forneceu o veículo utilizado pelos executores para chegar ao local do crime, enquanto Claudiomar Garcia de Carvalho foi responsável por disponibilizar a pistola utilizada nos homicídios.
O Ministério Público demonstrou que ambos integravam uma estrutura criminosa voltada à execução de pessoas consideradas, pelos próprios integrantes do grupo, como envolvidas com atividades ilícitas. A organização agia à margem da lei, promovendo uma espécie de “tribunal do crime” e executando suas vítimas em ações características de grupo de extermínio.
Segundo a denúncia, os crimes tiveram como motivação um suposto sentimento de vingança e o propósito de realizar uma “limpeza social”, circunstância reconhecida pelos jurados ao acolherem a qualificadora de motivo torpe. Também ficou comprovado que o ataque foi realizado de forma repentina, dificultando qualquer possibilidade de defesa das vítimas.
A sentença foi proferida pelo juiz-presidente do Tribunal do Júri, Marcos Faleiros da Silva, em conformidade com o veredicto do Conselho de Sentença.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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