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Aumenta número de resgates de animais silvestres em Mato Grosso

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Da Redação

Onças, gambás, cobras, araras, papagaios. O número de animais silvestres resgatados em Mato Grosso este ano aumentou 36% em relação ao ano passado. Os dados são do Batalhão Ambiental da Polícia Militar do estado.

Ao todo, em 2019, 1050 animais foram recapturados pela polícia na área urbana. Muitos dos bichos acabam abatidos ou atropelados.

O tenente-coronel Rodrigo Eduardo Costa, comandante do Batalhão Ambiental da PM de Mato Grosso, explica que o crescimento do número de resgates tem relação com o aumento do desmatamento e com o reforço na fiscalização.

Nos períodos de chuvas, a presença de répteis aumenta , como cobras. Na seca, os mamíferos são os mais encontrados. Já as aves aparecem durante todo o ano.

Depois do recolhimento pela Polícia Ambiental, se os animais silvestres estiverem em boas condições de saúde, são soltos imediatamente em áreas de proteção.

Caso seja avaliado algum ferimento, os animais são encaminhados a universidades parceiras e depois são destinados a áreas definidas pela Secretaria de Meio Ambiente.

A captura de animais silvestres é um crime. A posse só é permitida com autorização legal.

Quem encontrar esses animais em áreas urbanas ou tiver informações sobre esses bichos vivendo em cativeiro, basta ligar no 190 ou no Disque Denúncia, no telefone 0800 65 3939.

Fonte: EBC / Foto: Internet

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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