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Assessor de vereador é acusado de roubar urnas eletrônicas em bairro da capital; Vereador afirma que não foi isso que aconteceu

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Da Redaçaõ

Um assessor parlamentar, do vereador por Cuiabá, Dilemário Alencar (PROS), identificado como Lucieder Luz, foi acusado de roubar urnas eletrônicas que seriam utilizadas para realizar a votação nas eleições para presidente de bairro no Jardim Vitória, em Cuiabá.

De acordo com a denúncia, o fato teria acontecido na manhã deste domingo (24), o boletim de ocorrência narra que Lucieder juntamente com um segundo suspeito identificado apenas como Odenil teriam entrado na Escola Municipal Dejane Ribeiro de Campos e se dirigiram até a sala onde estavam as urnas, sem d arem nenhuma explicação, teriam roubado as urnas e as levado da instituição de ensino.

Um dos candidatos a presidência do bairro foi até a Central de Flagrantes de Cuiabá onde registrou Boletim de Ocorrência, o caso passou a ser investigado pela Polícia Judiciária Civil (PJC).

Nossa equipe de reportagem entrou em contato com o vereador Dilemário para que o mesmo se pronunciasse sobre o caso, de acordo com o mesmo, os presidentes da Chapa 1, Benedito Faria, Chapa 2, Alessandro Pedroso, Chapa 3, Telma Cilene  Cruz e Chapa 5, Odenil Martins que concorriam as eleições comunitárias do bairro Jardim Vitória decidiram retirar as duas urnas da Escola Djane Ribeiro de Campos,, a decisão foi em comum acordo entre os concorrentes.

Ainda de acordo com a nota divulgada, o consenso ocorreu devido ao delegado da União Cuiabana de Associação de Moradores de Bairros (UCAMB), no qual era responsável pela eleição no bairro, o mesmo teria se recusado a receber o documento assinado pelos quatro candidatos a presidência onde foram relatados irregularidades na votação, de acordo com os mesmos, centenas de nomes de moradores foram cadastrados para constarem na lista de votação, porém não estavam na lista de votação para a escolha da nova diretoria.

 “O consenso ocorreu devido o Delegado da UCAMB, responsável pela eleição do bairro Jardim Vitória, ter recusado de receber documento assinado pelos quatro presidentes onde relatamos à constatação de graves erros na lista de votação. Centenas de nomes de moradores do Bairro Jardim Vitória, que foram cadastrados para constarem na lista de votação para a escolha da nova diretoria da Associação, não estavam na lista de votação da eleição deste domingo, nome estes cadastrados anteriormente com comprovante de protocolo pelos representantes das chapas 1,2,3 e 5 junto a UCAMB, conforme as regras da eleição comunitária”, explicou Alessandro Pedroso, candidato pela Chapa 2.

Os candidatos a presidentes disseram que em face da negativa do delegado, os representantes das chapas resolveram por suspender a eleição, retirando as duas urnas do local para serem entregue a UCAMB, até que a lista de votação seja corrigida para que haja uma nova eleição comunitária de forma transparente, garantindo o direito do voto dos moradores cadastrados do bairro Jardim Vitória.

“As urnas foram devidamente entregues, através de oficio assinado pelos presidentes das Chapas 1, 2, 3 e 5, ao Coordenador Geral das Eleições Comunitárias da UCAMB, Jonathan Souza, logo após a retirada do local de votação. No ofício que entregamos ao Coordenador Geral,  relatamos o ocorrido e comunicamos que resolvemos cancelar a eleição pelo grave fato da falta dos nomes dos moradores na lista de votação, onde fez com que centenas de moradores do Bairro Jardim Vitória, que foram ao local de votação, não conseguissem votar, o que criou grande revolta em moradores e nos membros das chapas concorrentes”, disse Odenil Martins, candidato a presidente pela Chapa 5.

Os presidentes solicitaram a direção da UCAMB que sejam adotadas às medidas que o caso requer para uma nova eleição e se colocaram a disposição para quaisquer esclarecimentos que sejam necessários.

“Portanto, não procede a informação prolatada pelo presidente da Chapa 4, Jocérgio Siqueira, que as urnas foram furtadas do local. O Jocérgio foi convidado a participar da reunião para decidir sobre o cancelamento da eleição, bem como assinar o documento que foi entregue a UCAMB, mas se recusou em ambos os momentos”, pontuou Odenil.

Fotos: Câmara de Vereadores

 

 

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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