Mato Grosso
Arnaldo do Mapim: “Perdemos um irmão”, afirma jornalista Laerte Lannes, âncora do “Programa da Gente” (TBO)
Mato Grosso
Da Redação
O jornalista e âncora do “Programa da Gente” (TBO-MT), Laerte Lannes, declarou hoje (30) que a morte de Arnaldo do Mapim, mais uma vítima da covid-19, ocorrida no Pronto Socorro de Várzea Grande, nessa madrugada, enlutou não apenas Várzea Grande, mas toda a Baixada Cuiabana. Durante anos, a região inteira foi palco de ações sociais desempenhada por Arnaldo em prol de idosos, crianças e famílias carentes, destacou. Laertes disse que ele e sua esposa Genelice Lannes perderam mais do que um amigo, pois consideravam Arnaldo praticamente um irmão.
“O sentimento de perda é muito doloroso, com certeza. Até ontem, eu e Arnaldo, juntamente com toda a equipe do “Programa da Gente”, estávamos em franca parceria para ajudar os mais necessitados. Arnaldo deixou impresso marco de representatividade amorosa pelos seus semelhantes, principalmente os mais carentes. Sua partida precoce enlutou a todos nós”.
Segundo Lannes, toda a redação do seu programa, do site e jornal encontra-se assim enlutada. “Meus colaboradores são fãs dele, pois têm testemunhado seu espírito abnegado para fazer o bem 24h por dia. Sinceramente, estamos completamente perplexos, inconformados com tudo isso. Os desígnios de Deus são inquestionáveis, é certo, mas é difícil aceitar que esse amigo – de tão cândida envergadura benevolente – tenha nos deixado tão subitamente. Muita tristeza, enfim”, diz Laerte.
Pelas informações dos familiares de Arnaldo, após testar positivo para covid-19, ele passou a se tratar em casa tomando “melão” de São Caetano e outros remédios naturais, além de ingerir medicamentos integrantes do kit pró-covid-19. No entanto, na tarde de ontem (29) seu estado se agravou, extrapolando para dificuldades respiratórias, momento em que foi levado às pressas, às 15h, para o Hospital e Pronto Socorro de Várzea Grande, sendo intubado na Unidade de Terapia Intensiva. Pela tomografia computadorizada, constatou-se que seu pulmão já estava gravemente comprometido. Arnaldo não resistiu ao procedimento, vindo a óbito.
“Enfim, é mais um cidadão de valor extremado que perdemos por causa dessa maldita pandemia”, lamentou a esposa de Laerte Lannes, Genelice. “Como não se lembrar dele nos futuros eventos de apoio àqueles que tanto precisam de nós? Sempre contamos com a preciosa parceria de Arnaldo em tais iniciativas, e cada sorriso que recebemos de gratidão expressa nessas iniciativas sociais, também se refletiu no seu semblante de homem de Deus, expondo a felicidade pessoal em poder ajudar”, concluiu.

Mato Grosso
Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri
Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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