Mato Grosso

AMM recomenda aos gestores adoção de medidas para evitar aglomerações neste final de ano

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Mato Grosso

Da Redação.

A Associação Mato-grossense dos Municípios-AMM, encaminhou uma nota de recomendação a todos prefeitos, baseada nas orientações da Organização Mundial de Saúde, Ministério da Saúde e Secretaria de Saúde do Estado, em relação as medidas a serem tomadas devido ao aumento de casos da Covid-19, nas últimas semanas, em todo o País e em Mato Grosso.

Considerando a aproximação do final do ano, com as comemorações do Natal e do Reveillon, período tradicional de festas com queima de fogos e shows, que geram aglomerações de pessoas. A alerta é para que os gestores adotem medidas para evitar as aglomerações que tem como consequência, o aumento da contaminação pelo novo coronavírus.  

O presidente da AMM, Neurilan Fraga, ressalta a necessidade do cancelamento dos eventos nos municípios, a fim de evitar uma segunda onda de expansão da pandemia. “É extremamente necessário que os gestores e técnicos municipais estejam sempre atualizados e trabalhando em consonância com as orientações dos órgãos de saúde, para a prevenção e cuidado da população, diante do crescimento de casos da Covid-19”, disse ele, uma vez que a capacidade de propagação do vírus é rápida e exige maior atenção para a notificação e a intervenção nos casos que se agravam.

Vários municípios de Mato Grosso já editaram decretos cancelando as festas de Reveillon. O avanço do contágio do vírus, coloca não só o estado, mas os municípios em uma situação delicada, uma vez que boa parte das prefeituras não possuem capacidade de atendimento de casos graves da doença, o que demanda transferências de pacientes. Além disso a oferta de leitos hospitalares não foi suficiente desde o início da pandemia na maioria dos municípios. “Sem a adoção das medidas preventivas, se torna inevitável um novo pico de contágio da doença, uma chamada segunda onda, como já vem acontecendo em alguns Estados e Países”, argumentou.

Os gestores municipais são recomendados a cancelar os eventos promovidos pelo poder público ou por instituições privadas, além da restrição do número de pessoas em bares e restaurantes durante o período festivo, bem como as medidas necessárias aos estabelecimentos para o devido distanciamento, higienização e exigência do uso de máscara.

A Secretaria de Saúde notificou até este sábado, dia 19 de dezembro, 171.959 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, e registrados 4.320 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado. Os dados vem sendo divulgados diariamente, desde o início da pandemia.  As orientações para o momento, poderão ser reavaliadas conforme mudanças no cenário nacional e estadual de evolução da Covid-19.

Foto: assessoria

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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