Mato Grosso

Alunos do Liceu Cuiabano conhecem projeto de combate à corrupção

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Mato Grosso

Iniciativa consiste em realizar uma disputa saudável entre as escolas públicas

Da Redação

 

Mais de 400 alunos da Escola Estadual Liceu Cuiabano participaram da apresentação do projeto “Onde há educação, a corrupção não tem vez”, desenvolvido pelo Ministério Público Estadual (MPE), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc).

O promotor Miguel Slhessarenko foi o responsável em apresentar aos estudantes o projeto, aplicado em forma de competição, na qual os jovens devem realizar tarefas. “Precisamos debater sobre a corrupção, que é um tema muito presente na atualidade e que está aí, no nosso dia a dia, como furar a fila do lanche, colar na prova e outras pequenas atitudes negativas”, alertou.

Aos jovens, o promotor explicou que é necessário o debate para que eles, que são futuros formadores de opinião, busquem formas de combater à corrupção. E o projeto fala justamente disso.

Tarefas

O desafio foi lançado, seis alunos do Liceu foram escolhidos pelos professores para representar a escola na disputa, que conta com três fases.

A primeira avaliação, com caráter eliminatório, é uma redação – que deverá conter título, introdução, desenvolvimento e conclusão.

Já a segunda é um projeto de artes de forma livre, que pode ser desenvolvido por meio de todas as vertentes artísticas, como poesia, dança, teatro, música, documentários, etc.

Por fim, a última prova é um discurso, que será entregue à comissão organizadora e, por fim, apresentado à população.

A comissão avaliadora será composta por três jurados, entre eles, promotores de Justiça. Os vencedores serão contemplados com um tablete, assim como o professor orientador do projeto, e a escola vencedora receberá R$ 1 mil.

Responsabilidade

Thaís Alessandra Alves, de 16 anos, foi uma das escolhidas para representar a escola. Ela está no 2º Ano do Ensino Médio e acredita carregar uma responsabilidade não só por representar o Liceu Cuiabano, mas também por trabalhar com um tema importante.

“Já estamos trabalhando com o assunto na aula de Redação, então, o projeto vai ser um complemento desse trabalho. Acho muito positivo, não só como estudante, mas como cidadã também. A ação vai nos ajudar a melhorar em muitos fatores”, ressaltou.

A jovem lembra que o tema está em evidência em todos os setores da sociedade e que o debate é necessário, bem como formas de combate. “Só se fala de corrupção, está nos jornais, nas redes sociais, nas conversas. E a discussão tem que ser feita aqui dentro da escola, com os alunos, os jovens, para que as mudanças comecem a surgir agora e refletir no futuro que estamos preparando”, finalizou.

 

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Mato Grosso

Saúde mental de servidores do sistema prisional é debatida em reunião

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) participou de uma reunião interinstitucional no Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT) voltada à discussão das condições de trabalho, da saúde mental e da valorização dos profissionais que atuam no sistema prisional mato-grossense. Representando a instituição, a procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou a necessidade de ampliar o olhar das instituições para o bem-estar dos servidores, diante dos elevados índices de adoecimento registrados na categoria.Durante o encontro, realizado na sexta-feira, 09/10, a procuradora de Justiça ressaltou que a valorização dos trabalhadores do sistema penitenciário é fundamental para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à execução penal. Segundo dados apresentados na reunião, 80% dos afastamentos por motivos de saúde registrados entre esses profissionais em 2025 estão relacionados ao sofrimento psíquico. “É muito importante que todas as instituições voltem um olhar para perceber o quanto esse servidor necessita ser valorizado”, afirmou Josane Guariente.Conduzida pelo presidente do TRT/MT, desembargador Aguimar Peixoto. Também participaram das discussões o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, o coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), juiz Geraldo Fidelis Neto, representantes sindicais e gestores ligados à política prisional.O objetivo da reunião foi ampliar a participação dos profissionais que atuam diretamente nas unidades prisionais nas discussões e ações previstas pelo Plano Pena Justa. Iniciativa nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de promover melhorias estruturais e institucionais no sistema prisional brasileiro, incluindo ações voltadas à valorização dos profissionais que atuam nas unidades penais.A pauta contemplou as demandas de policiais penais e de outros profissionais essenciais ao funcionamento do sistema, como psicólogos, médicos, dentistas e psiquiatras. Como encaminhamento, foi definida a realização de uma audiência pública para aprofundar o debate sobre saúde, condições de trabalho e valorização dos servidores do sistema prisional. A expectativa é que o evento ocorra em dezembro, reunindo instituições e profissionais envolvidos na temática.Informações: TRT-MT

Fonte: Ministério Público MT – MT



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