Mato Grosso
ALMT vota vetos que estão travando a pauta nesta quarta-feira
Mato Grosso
Da Redação
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) deverá votar os trinta e cinco vetos que estão para serem votados já na próxima quarta-feira (12), de acordo com o presidente da Casa, deputado estadual Eduardo Botelho, os vetos estariam travando pautas importantes como a Reforma da Previdência Estadual e a discussão do projeto apelidado de Cota Zero.
De acordo com Botelho existem vetos relacionados a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), Lei Orçamentária Anual (LOA) dentre outros vetos de projetos de deputados que podem travar a pauta da ALMT. “Nós vamos fazer um mutirão na quarta-feira e votar todos estes vetos para que possamos liberar a pauta para a discussão dos projetos polêmicos que devem aparecer ai.” Disse Botelho.
Os projetos polêmicos no qual Botelho se refere, é a Reforma da Previdência e o Cota Zero que devem ser apresentados ainda está semana pelo Governo do Estado. A Reforma da Previdência já teve sua primeira parte votada e aprovada ainda em dezembro de 2019, a primeira parte tratava sobre o aumento da alíquota previdenciária de onze para quatorze por cento, já está segunda parte tratará das regras gerais, como a idade mínima para que os servidores possam se aposentar.
Eduardo Botelho afirmou em entrevista coletiva na última quinta-feira (06), que a reforma seria prioridade e que a expectativa seja de que a proposta seja colocada em votação até maio deste ano.
Já em relação ao projeto apelidado de Cota Zero, projeto este que prevê a proibição da comercialização, transporte e armazenamento de pescados oriundos de rios em todo o Estado pelo período de cinco anos, deverá demandar mais tempo, já que a continuidade das discussões depende de estudos técnicos que estão sendo realizados. “Cota Zero é um projeto que vai demandar um pouco mais de tempo, porque nós temos que aguardar os estudos. O estudo envolve pesquisa, então ele vai demorar para entrar em pauta, eu não vejo possibilidade de entrar em pauta já nos próximos dias.” Disse Botelho.
Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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