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Advogados resgatam cadela grávida que vivia nas ruas de Várzea Grande

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“Nina”, conforme a apelidaram, estava sendo ameaçada de “despejo” por alguns moradores do Costa Verde, bairro que a cadela escolheu para morar em Várzea Grande-MT. Sensibilizados com a situação do anjo canino, o casal de advogados Luciano Ziliani e Ana Rodrigues, residentes em Cuiabá, a resgataram ontem (23). Hoje, “Nina” já passou por banho e tosa no Ki-Cão, pet shop famoso do Santa Isabel. “Ela é um amor de futura mamãe”, disse Ana Rodrigues, comovida pelo carinho reconhecido do animalzinho…

Da Redação

A história da cadela “Nina” poderia até render uma fábula feliz, pois é mais ou menos por aí que o enredo toca. Moradora de rua em Várzea Grande, bairro Costa Verde, a cadela poodle, já em estado prenhez de meses, chegou a cavar um buraco perto do muro, na tentativa de improvisar berço para seus futuros bebês. Cheia de carrapichos, pois existe mato nas laterais, ela vivia ali tranquila, sem incomodar ninguém sequer para pedir comida ou água. Apenas latia ocasionalmente, diante da aproximação de estranhos. Mesmo ignorada, “Nina” se sentia na obrigação de retribuir o asilo impiedoso das ruas.

Essa guarda gratuita não chegou a comover nenhum morador, pelo contrário: queriam mais é que “Nina” fosse levada dali urgentemente. “Ela está suja e fede muito. Não quero nem chegar perto”, disse uma senhora, ar enojado. Já uma outra, que conferia obras na casa lateral ao muro em que “Nina” escolheu como lar, comentou que a reforma em andamento no seu imóvel logo estaria pronta. Assim, frisou, urgia que alguém levasse logo a cadela. “Já tenho dois cachorros; mais um, sinceramente, não quero. É bom que saia o quanto antes”.

Condoídos com a situação de “Nina”, o casal de advogados cuiabanos deslocou-se ontem (23) à noite a Várzea Grande para buscá-la. De início, “Nina” mostrou-se arredia, pois tinha convicção de que o ser humano não é confiável, e assim chegou a ensaiar uma leve mordida ao ser enrolada num lençol pela cuidadora Ana Rodrigues. Já dentro do carro, trêmula, e olhando para todos os lados, ela parecia questionar para onde estava sendo levada, e para quê. Mal sabia que tinha sido adotada por anjos humanos!

Hoje, após a primeira noite fora das ruas, foi o “Dia de Princesa” de “Nina”, que passou por banho e tosa, voltando a aparentar toda a beleza que se escondia por trás dos pelos desgrenhados e encarrapichados. Os advogados não cabiam em si de contentes, frisando ser importante cuidar de animais abandonados pelas ruas. Luciano Ziliani destacou os valores evoluídos dos animais.

Luciano: “Pare para “ouvir” a mudez do olhar sincero de um animal. Vai aprender coisas maravilhosas com esses seres tão puros”

“São seres vivos, sensíveis, com todos os sentimentos inerentes ao homem. Pena que muitos os qualifiquem de irracionais, apenas portadores de instinto. Cabe ao homem evoluir muito neste sentido, a fim de compreender toda a extensão valorosa que os animais possuem. Sem dúvida, por vezes nós é que somos irracionais ao não valorizá-los. “Nina” é somente mais um dos exemplos apaixonantes de animais que se encontram sofrendo pelas ruas. Infelizmente,  isso acontece aqui e pelo mundo afora”.

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Município regulariza medição da qualidade da água após TAC

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O Município de Itiquira (a 361 km de Cuiabá) regularizou o monitoramento da potabilidade da água fornecida à população, incluindo a análise de metais pesados e agrotóxicos. A medida atende compromisso firmado com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Promotoria de Justiça de Itiquira, em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado em maio deste ano no âmbito da política municipal de saneamento.As amostras foram coletadas em 12 pontos do sistema de abastecimento, sendo 11 locais de captação e a Estação de Tratamento de Água (ETA). Os exames contemplaram todos os parâmetros exigidos pela Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde, e apontaram resultados dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação.Segundo a Promotoria de Justiça, as análises realizadas anteriormente não incluíam alguns dos agrotóxicos mais utilizados na região e previstos no Anexo 9 da Portaria GM/MS nº 888/2021. Com a regularização do monitoramento, o controle passa a contemplar esses parâmetros.Além dos exames realizados por laboratório contratado pelo município, a Promotoria de Justiça de Itiquira solicitou ao Centro de Apoio Operacional às Execuções (CAEx) do MPMT a realização de uma contraprova. O objetivo é verificar se os resultados obtidos pelo laboratório privado são confirmados por análise independente.Nesta sexta-feira (2), representantes da Prefeitura de Itiquira, do Ministério Público e o professor doutor Domingos Sávio Barbosa, do Laboratório de Química Ambiental da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), reuniram-se para discutir a possibilidade de implantação de um monitoramento contínuo da qualidade da água, por meio de parceria com a instituição de ensino.Para o promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga, o avanço representa o cumprimento de uma demanda histórica da instituição e um importante passo para a proteção da saúde pública.“Essa é uma demanda antiga do Ministério Público. Houve compromissos firmados anteriormente e repactuados neste ano, mas o monitoramento era realizado de forma intermitente ou incompleta. Agora, o município avança para regularizar definitivamente a situação. Em um estado com uso intenso de agrotóxicos, é fundamental que a população tenha acesso a informações confiáveis sobre a qualidade da água que consome. O desafio é transformar essas análises em uma rotina permanente e fortalecer a transparência, permitindo que cada cidadão também exerça o papel de fiscal”, destacou.Transparência – Conforme previsto no TAC, todos os relatórios das análises ficarão disponíveis para consulta pública no site da Prefeitura de Itiquira. A medida busca garantir transparência e possibilitar o acompanhamento dos resultados pela sociedade. Eventuais reclamações ou inconsistências identificadas nos relatórios poderão ser comunicadas à Promotoria de Justiça de Itiquira por meio da Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso, inclusive de forma sigilosa.

Foto: Reprodução Instagram.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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