Mato Grosso

Advogado é sequestrado e mantido amarrado por duas horas em MT

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Mato Grosso

 

Da Redação

Um advogado foi vítima de sequestro na noite dessa quarta-feira (24) em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. Segundo a Polícia Militar, Affonso Flores Schendroski, de 27 anos, teve a caminhonete levada por assaltantes.

Ele ficou mais de duas horas mantido amarrado. O veículo foi abandonado e ele conseguiu fugir.

De acordo com a PM, três homens armados renderam Afonso quando ele saia do trabalho no escritório dele no Bairro Vila Aurora .

Ele foi deixado amarrado em uma área rural de Rondonópolis. Depois mais de duas horas ele conseguiu se soltar e pedir ajuda.

O carro foi encontrado pela PM perto da BR-364, na saída para Pedra Preta, a 243 km da capital, em uma estrada de terra.

“Eles falaram que se eu ficasse tranquilo não ia acontecer nada comigo. Eu fiquei calmo e levei a situação até onde eu pude. Eles me abandonaram no meio do mato. Me soltei e andei uma hora de caminhada. Encontrei uma casa e pedi socorro”, disse à TV Centro América.

Os criminosos abandonaram o carro no meio do mato e fugiram.

A vítima tinha comprado o carro há pouco tempo. O advogado pensa em vender o automóvel.

Fonte: https://g1.globo.com/mt/mato-grosso/noticia/2019/04/25/advogado-tem-caminhonete-roubada-e-sequestrado-e-mantido-amarrado-por-duas-horas-em-mt.ghtml

Foto: Foto: Sebastião Santana/TV Centro América

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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