Mato Grosso

Adolescente que transportava mais de 30 quilos de maconha é apreendida em Itaúba

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Mato Grosso

Da Redação

Trinta e seis tabletes de maconha foram apreendidos pela Polícia Judiciária Civil, na noite de terça-feira (26.02), no município de Itaúba (600 km ao Norte). A droga era transportada por uma adolescente, em um ônibus que tinha como destino final a cidade de Santarém, Estado do Pará.

A menor, D.P.S., 16, foi autuada em flagrante por ato infracional análogo os crimes de uso de documento falso e tráfico de drogas. As diligências iniciaram após informações de uma possível carga de entorpecente sendo transportada em um ônibus de linha interestadual. 

Com base na denúncia os policiais civis de Itaúba montaram vigilância nas margens da rodovia BR 163, entrada da cidade, e em determinado momento avistaram o ônibus em que estaria a carga.

Durante revistas, foi encontrada a bagagem pertencente a menor D.P.S., contento 36 tabletes de maconha, totalizando aproximadamente 30 quilos de droga.

Em entrevista, a adolescente assumiu que estava em poder da droga e  que a grande quantidade de entorpecente seria transportada até Santarém (PA). Na ocasião também foram localizadas duas carteiras de identidade com o nome da adolescente, porém com datas de nascimento diferentes.

Conduzida à Delegacia de Itaúba, a adolescente foi ouvida pelo delegado, Sérgio Ribeiro, e afirmou que usava um dos documentos falsos para entrar em festas. Diante do flagrante e oitiva, D.P.S. foi apreendida pelos atos infracionais de tráfico de drogas e uso de documento falso. Em seguida foi colocada à disposição da Justiça.

Segundo o delegado, muitos traficantes utilizam adolescentes como “mulas” para fazer o transporte interestadual de entorpecentes. “A pessoa recebe uma quantia em dinheiro pra fazer esse tipo de serviço. Cada vez mais, menores de idade são escolhidos para a prática uma vez que estes são protegidos em Lei, atraindo aliciadores querendo se beneficiar deste fato”, explicou o delegado.

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Município regulariza medição da qualidade da água após TAC

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O Município de Itiquira (a 361 km de Cuiabá) regularizou o monitoramento da potabilidade da água fornecida à população, incluindo a análise de metais pesados e agrotóxicos. A medida atende compromisso firmado com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Promotoria de Justiça de Itiquira, em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado em maio deste ano no âmbito da política municipal de saneamento.As amostras foram coletadas em 12 pontos do sistema de abastecimento, sendo 11 locais de captação e a Estação de Tratamento de Água (ETA). Os exames contemplaram todos os parâmetros exigidos pela Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde, e apontaram resultados dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação.Segundo a Promotoria de Justiça, as análises realizadas anteriormente não incluíam alguns dos agrotóxicos mais utilizados na região e previstos no Anexo 9 da Portaria GM/MS nº 888/2021. Com a regularização do monitoramento, o controle passa a contemplar esses parâmetros.Além dos exames realizados por laboratório contratado pelo município, a Promotoria de Justiça de Itiquira solicitou ao Centro de Apoio Operacional às Execuções (CAEx) do MPMT a realização de uma contraprova. O objetivo é verificar se os resultados obtidos pelo laboratório privado são confirmados por análise independente.Nesta sexta-feira (2), representantes da Prefeitura de Itiquira, do Ministério Público e o professor doutor Domingos Sávio Barbosa, do Laboratório de Química Ambiental da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), reuniram-se para discutir a possibilidade de implantação de um monitoramento contínuo da qualidade da água, por meio de parceria com a instituição de ensino.Para o promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga, o avanço representa o cumprimento de uma demanda histórica da instituição e um importante passo para a proteção da saúde pública.“Essa é uma demanda antiga do Ministério Público. Houve compromissos firmados anteriormente e repactuados neste ano, mas o monitoramento era realizado de forma intermitente ou incompleta. Agora, o município avança para regularizar definitivamente a situação. Em um estado com uso intenso de agrotóxicos, é fundamental que a população tenha acesso a informações confiáveis sobre a qualidade da água que consome. O desafio é transformar essas análises em uma rotina permanente e fortalecer a transparência, permitindo que cada cidadão também exerça o papel de fiscal”, destacou.Transparência – Conforme previsto no TAC, todos os relatórios das análises ficarão disponíveis para consulta pública no site da Prefeitura de Itiquira. A medida busca garantir transparência e possibilitar o acompanhamento dos resultados pela sociedade. Eventuais reclamações ou inconsistências identificadas nos relatórios poderão ser comunicadas à Promotoria de Justiça de Itiquira por meio da Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso, inclusive de forma sigilosa.

Foto: Reprodução Instagram.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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