Mato Grosso
Ações de prevenção a doenças cardiovasculares marcam a Semana do Coração
Mato Grosso
Da Redação
A secretaria de Saúde de Várzea Grande está reforçando os alertas para as doenças cardiovasculares, especialmente para a população que contempla a chamada ‘terceira idade’. Nessa semana, várias ações estarão sendo realizadas nas unidades de saúde da cidade como forma de celebrar o ‘Dia Mundial do Coração’, comemorado em 29 de setembro, mas no Brasil é celebrado no dia 24 de setembro. As atividades que vão marcar a semana têm objetivo de conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, bem como da adoção de hábitos saudáveis para manter a saúde do coração em dia. Palestras, ginástica laboral, medições de pressão arterial, exames, dinâmicas e orientações dirigidas vão marcar parte dos trabalhos nas Unidades Básicas de Saúde de Várzea Grande de 23 a 27 desse mês.
Conforme o Ministério da Saúde, no Brasil, em média, 300 mil pessoas sofrem infarto agudo no miocárdio por ano e 30% desses casos são fatais. Falta de ar, dores como aperto, queimação ou pontadas no tórax e formigamento, são alertas para procurar imediatamente um cardiologista. Hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo, histórico familiar e problemas na tireóide também estão ligados a problemas cardiovasculares. Nas palestras, médicos e enfermeiros chamam à atenção para os sintomas mais comuns e para as medidas que devem ser adotadas pelo pacientes e por acompanhantes.
Segundo o médico Winston Carlos, da Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Flor do Ipê – onde a Semana do Coração foi aberta em Várzea Grande sob o tema ‘Cuidando do seu Coração’ – o diagnóstico precoce de problemas cardiovasculares, ainda nos mais jovens possibilita melhores tratamentos e controle mais rígido das doenças do coração, que podem se agravar ao longo dos anos. “Os principais fatores de risco para os problemas cardiovasculares são: hipertensão, diabetes, dislipidemia (níveis elevados de gordura no sangue), histórico familiar, estresse, tabagismo, obesidade, sedentarismo e doença da tireoide. O uso de drogas ilícitas, como exemplo a cocaína também pode levar ao infarto agudo do miocárdio”, explicou o médico.
O secretário de Saúde, Diógenes Marcondes, destaca que as atividades de conscientização e reforço sobre os cuidados com o coração serão realizadas em todas as UBS’s nessa semana. “A secretaria municipal de Saúde promove esse evento para alertar todos sobre os cuidados com o coração, em cuidar da saúde, do bem estar e evitar os riscos de uma hipertensão, diabetes e outros riscos eventuais decorrentes ao coração. Serão orientações, atividades, testes e muito foco em prevenção, pois o objetivo maior é alertar a população sobre a importância e a gravidade das doenças cardiovasculares”, enfatizou ele.
O doutor Winston destaca que o sedentarismo é um dos fatores de risco de doenças cardiovasculares. “É preciso combatê-lo com o incentivo à prática de exercícios, o que promove uma melhora das condições cardiovasculares e da parte psicológica também. Muitas das vidas poderiam ser salvas como uma solução simples e muito barata: mudanças no estilo de vida. Estas mudanças incluem o controle do peso, a redução da ingestão de bebidas alcoólicas e do consumo de sal, parar de fumar e a prática de atividades físicas”.
SINTOMAS – Falta de ar, cansaço que antes não eram percebidos, principalmente após a realização de algum esforço físico, dor como um aperto, queimação ou pontadas na região do tórax associada a formigamento ou dor no braço esquerdo, dor na região da mandíbula ou nas costas, devem alertar o indivíduo a procurar um cardiologista para uma avaliação mais detalhada.
Fonte: Secom-VG / Foto: Secom-VG
Mato Grosso
Mutirão de Conciliação do 2º Grau busca destravar demandas ambientais
A quarta edição do Mutirão de Conciliação Ambiental do 2º Grau foi aberta na manhã desta terça-feira (13), na sede do Complexo dos Juizados Especiais de Cuiabá. Promovida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Poder Judiciário de Mato Grosso e Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), a ação busca estimular a autocomposição em processos ambientais que tramitam no Tribunal de Justiça. Ao longo dos dias 13 e 14 de outubro, serão realizadas 67 audiências.Pelo MPMT, participam dos trabalhos as equipes da Procuradoria de Justiça Especializada em Defesa Ambiental e Ordem Urbanística, do Centro de Autocomposição de Conflitos (Compor) e do Centro de Apoio Técnico à Execução (Caex) Ambiental. As audiências contam ainda com a atuação dos promotores de Justiça Adalberto Biazotto Junior, Miguel Slhessarenko Junior, Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo, Roberta Câmara Vieira Jacob e Rodrigo Ribeiro Domingues.Durante a abertura, a procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, titular da Procuradoria de Justiça Especializada em Defesa Ambiental e Ordem Urbanística e ouvidora-geral do MPMT, ressaltou a relevância do mutirão para a construção de soluções consensuais em demandas que poderiam levar anos para alcançar uma definição. De acordo com ela, a iniciativa beneficia tanto as partes envolvidas quanto a sociedade, ao reduzir o tempo de tramitação dos processos e ampliar a efetividade das decisões.“Estamos novamente reunidos para o último mutirão ambiental deste ano, com a expectativa de alcançar resultados positivos para todas as partes. A conciliação permite a construção de soluções amigáveis, reduz o tempo de tramitação dos processos e contribui para a efetividade da prestação jurisdicional”, afirmou. A procuradora também agradeceu o empenho dos membros, servidores e demais profissionais das instituições parceiras envolvidos na realização dos trabalhos.O presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira, destacou que a proposta vai além da solução dos processos judiciais, ao buscar alternativas capazes de conciliar a proteção ambiental, a recuperação de créditos públicos e a continuidade de atividades econômicas desenvolvidas de forma responsável. “Estamos aqui para solucionar problemas e construir soluções que atendam ao interesse público e às necessidades das partes envolvidas. Para isso, é fundamental que todos participem com espírito colaborativo e disposição para o diálogo”, afirmou.O desembargador observou ainda que os casos incluídos no mutirão apresentam maior complexidade por já estarem em fase recursal e, em muitos casos, se arrastarem há anos sem uma definição. Coordenador do Centro de Autocomposição de Conflitos (Compor), o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior destacou a atuação integrada das instituições envolvidas e agradeceu o empenho dos membros e servidores do Ministério Público e do Poder Judiciário na realização do mutirão. “É com muita honra que o Compor participa de mais esta edição. Toda essa estrutura e apoio são fundamentais para viabilizar acordos e soluções mais rápidas e eficientes para as demandas ambientais”, afirmou.O promotor de Justiça explicou que, por envolver processos já em tramitação no Tribunal de Justiça, o mutirão tem como objetivo acelerar a resolução dos conflitos e ampliar a eficiência da autocomposição. Segundo ele, os acordos contribuem para a regularização de áreas, permitem o uso responsável dos recursos naturais e garantem que os valores obtidos com as composições sejam revertidos em benefício da proteção ambiental. “Buscamos acordos que resultem em benefícios para o meio ambiente, na reparação dos danos ambientais e na regularização das áreas para aqueles que precisam explorá-las de forma responsável”, ressaltou.O promotor de Justiça Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo ressaltou que o diálogo e a construção de consensos são ferramentas essenciais para superar conflitos prolongados. Para ele, o mutirão representa uma oportunidade de solucionar demandas que poderiam permanecer em discussão por décadas, produzindo resultados concretos para todos os envolvidos.Edição anterior – A terceira edição do Mutirão de Conciliação Ambiental do 2º Grau, realizada entre os dias 17 e 19 de agosto deste ano, resultou na celebração de acordos em aproximadamente 32% dos processos pautados. Os entendimentos firmados viabilizaram a destinação de cerca de R$ 5 milhões para projetos ambientais, evidenciando a efetividade da conciliação na solução de conflitos e no fortalecimento das ações de proteção ambiental em Mato Grosso.Fotos: Josi Dias | TJMT.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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