Mato Grosso
Ações da CGE-MT são destaque em webinar sobre compliance em gestão pública
Mato Grosso
Secretário-controlador geral do Estado, Emerson Hideki Hayashida, fez a divulgação dos dados no “Webinar: Compliance em Gestão Pública”, promovido na última semana pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MT)
Da Redação
As ações conduzidas pela Controladoria Geral do Estado (CGE-MT) para o fortalecimento da integridade no Governo de Mato Grosso foram destaque no “Webinar: Compliance em Gestão Pública”, promovido na última semana pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MT). A apresentação acerca do tema coube ao secretário-controlador geral do Estado, Emerson Hideki Hayashida.
O titular da CGE-MT comentou que a integridade corporativa foi impulsionada pelo advento da Lei Anticorrupção (Lei Federal nº 12.846/2013), normativa a qual Mato Grosso é destaque nacional em aplicação.
Mato Grosso é o segundo estado brasileiro que mais instaurou e concluiu processos administrativos de responsabilização de empresas, segundo levantamento divulgado em fevereiro deste ano pelo jornal Folha de São Paulo.
No período de 2016, quando o Poder Executivo Estadual regulamentou a Lei Anticorrupção (Decreto Estadual nº 522/2016), a 2020, Mato Grosso, por meio da CGE-MT, abriu 67 processos de responsabilização e concluiu 17, todos com fatos geradores anteriores ao ano de 2019. Esse desempenho tem levado outras unidades da federação a procurar a Controladoria para conhecer sua experiência no processamento de pessoas jurídicas.
Como reflexo dessas instaurações, estão os 12 acordos de leniência firmados com empresas que assumiram o envolvimento em práticas ilícitas tipificadas na Lei Anticorrupção e se comprometeram a cooperar com as investigações administrativas em troca de redução na aplicação das sanções.
Um exemplo foi o acordo firmado com a JBS, em adesão do Estado ao acordo nacional firmado pela empresa com o Ministério Público Federal (MPF), no valor global de R$ 10,3 bilhões, sendo R$ 166 milhões para Mato Grosso, a serem pagos no prazo de 25 anos a título de multa e ressarcimento ao erário. “Mato Grosso foi o primeiro estado a aderir ao acordo federal”, pontuou Hideki.
Ao se propor a fazer o acordo de leniência, a empresa assumiu o compromisso de elaborar e implantar programa de integridade para prevenir a ocorrência de novos ilícitos e privilegiar em grau máximo a ética e a transparência na condução dos negócios da organização.
Segundo o titular da Controladoria, o acordo de leniência pode ser firmado ao mesmo tempo tanto na esfera administrativa, por meio da CGE e da Procuradoria Geral do Estado (PGE), quando na esfera cível, por atos de improbidade administrativa, por meio do Ministério Público Estadual (MPE). “A empresa passa a limpo o seu passado para seguir com seu negócio”, destacou o chefe da Controladoria.
Outras normas
Posteriores à edição da Lei Anticorrupção, o titular da CGE citou outras normativas que exigem e fomentam a criação de mecanismos de integridade junto às empresas que queiram participar de licitações e celebrar contratos com a administração pública estadual.
A exemplo, o Decreto Estadual nº 793/2016 (regras de governança para as empresas públicas e sociedades de economia mista), a Lei Estadual nº 10.691/2018 (institui o Programa de Integridade do Governo de Mato Grosso), a Lei Estadual nº 10.744/2018 (obrigatoriedade de assinatura de Termo Anticorrupção pelas empresas beneficiadas com recursos públicos estaduais) e a Lei Estadual nº 11.123/2020 (exigência do programa de integridade às empresas que celebrarem contrato, consórcio, convênio, concessão ou parceria público-privada com o Estado de Mato Grosso, cujos valores sejam estimados entre R$ 80 mil e R$ 650 mil e a vigência do contrato seja superior a 180 dias).
Para monitorar a elaboração e a execução dos planos de integridade das empresas, a CGE criou um setor específico no ano de 2020 (Unidade de Integridade e Governança). No trabalho, a CGE prioriza a avaliação dos riscos potenciais de repetição do ilícito que motivou o acordo de leniência. Aqui, importa saber se a empresa fez o mapeamento dos riscos, com a indicação de probabilidades e impactos, e traçou estratégias de atuação para impedir ou minimizar a ocorrência da mesma prática lesiva.
Agentes públicos
A atuação da CGE com a criação do setor específico também se volta para dentro da administração pública. A ética e a integridade têm sido objetos de frequentes orientações técnicas e capacitações voltadas aos agentes públicos estaduais.
A Controladoria trabalha também na elaboração de plano de ação para auxiliar as secretarias estaduais a criarem seus programas de integridade, visando ao aperfeiçoamento da prevenção, detecção e combate à ocorrência dos atos lesivos previstos na Lei Anticorrupção.
Controle social
Outro diferencial do Poder Executivo Estadual no fortalecimento da integridade é a atividade de Ouvidoria, cuja coordenação técnica é de competência da CGE. “A Ouvidoria é importante mecanismo no processo de integridade”, pontuou o secretário-controlador.
Neste contexto, ele destacou que o constante aprimoramento da Ouvidoria é uma das prioridades da atuação da CGE-MT. O fortalecimento envolve a diversificação dos meios de acesso e atendimento resolutivo e no prazo para fomentar o cidadão a denunciar ou reclamar na Ouvidoria qualquer atitude de agente público ou de fornecedor em desacordo com os princípios legais, éticos e morais.
No primeiro semestre de 2021, por exemplo, 88% das 6.185 mensagens atendidas pela Rede de Ouvidorias foram respondidas em até 15 dias, ou seja, em menos da metade do prazo legal (até 30 dias). De forma mais específica, o tempo médio de resposta foi de seis dias.
A população pode acessar a Rede de Ouvidorias pela Internet, aplicativo, e-mail, telefones e balcão. Mais detalhes podem ser obtidos em: www.ouvidoria.mt.gov.br ou AQUI.
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Mato Grosso
Palestra aborda protocolo dos Bombeiros para vítimas de violência
O enfrentamento à violência contra a mulher e o fortalecimento da rede de proteção às vítimas estiveram em pauta na terça-feira (1º), durante palestra promovida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) sobre o Procedimento Operacional Padrão (POP) do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso para o atendimento a mulheres em situação de violência. Ministrada pela tenente-coronel BM Karina Matos de Oliveira, a atividade integrou a programação da campanha Agosto da Segurança Institucional, coordenada pelo Centro de Segurança e Inteligência (CSI).O evento reuniu servidores do MPMT e estudantes do 2º semestre do curso de Direito da Faculdade Fasipe, no Auditório da Sede das Promotorias de Justiça da Capital. Além de apresentar os protocolos adotados pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), a palestrante destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos de segurança pública e da disseminação de informações que contribuam para a prevenção e o enfrentamento da violência de gênero.Durante a exposição, a tenente-coronel abordou o papel estratégico do Corpo de Bombeiros no acolhimento e na proteção de mulheres vítimas de violência, ressaltando que os bombeiros frequentemente representam o primeiro contato da vítima com o poder público. Também chamou a atenção para o cenário preocupante dos casos de feminicídio em Mato Grosso, estado que lidera o ranking nacional pelo segundo ano consecutivo, e para a necessidade de um atendimento humanizado, qualificado e livre de revitimização.Outro destaque da palestra foi a apresentação das metas assumidas pelo CBMMT no âmbito do Plano Estadual de Metas de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, que prevê a capacitação de grande parte do efetivo da corporação para o acolhimento especializado. A oficial detalhou ainda o fluxo de atendimento previsto no POP 10, desde o deslocamento das equipes até o registro da ocorrência, enfatizando práticas de escuta qualificada, preservação da privacidade, encaminhamento adequado das vítimas e utilização de ferramentas de proteção, como o aplicativo SOS Mulher.Segundo ela, a apresentação também buscou orientar sobre medidas de prevenção e proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade, bem como sobre a atuação conjunta do Corpo de Bombeiros Militar, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). “Precisamos cada vez mais falar sobre o tema e levar informação às mulheres e aos homens, para que saibam como agir diante de uma situação de violência”, ressaltou.O coordenador do CSI, promotor de Justiça Mauro Zaque de Jesus, destacou que a programação desenvolvida ao longo do mês buscou ampliar a cultura de prevenção e conscientização dentro da instituição. Segundo ele, os eventos tiveram o objetivo de capacitar e sensibilizar os integrantes do Ministério Público para temas relacionados à segurança institucional. “Fechamos hoje com a palestra sobre o atendimento às vítimas de violência, um tema de extrema relevância para a segurança como um todo”, afirmou, defendendo que a conscientização sobre o assunto permaneça presente durante todo o ano.A coordenadora do Núcleo de Prática Jurídica da Fasipe, Izabel Ferreira de Souza Barbosa, avaliou que a palestra representou uma importante oportunidade de aprendizado e reflexão para os acadêmicos. Segundo ela, discutir a violência de gênero em diferentes espaços fortalece a formação dos estudantes e amplia a conscientização sobre a responsabilidade social de cada cidadão. “O Ministério Público abrir essa porta para nós só nos faz agradecer. Foi uma experiência de grande valia e importância”, destacou.A estudante de Direito Heloísa Mayara enfatizou que o enfrentamento à violência contra a mulher deve permanecer em evidência de forma contínua. Para ela, o debate permanente contribui para ampliar a conscientização da sociedade e fortalecer a proteção às vítimas. “É um assunto que precisa ser tratado sempre, porque conhecimento nunca é demais, especialmente quando falamos de um problema que continua acontecendo todos os dias”, afirmou.Também integrou a atividade uma apresentação das representantes do Espaço Caliandra, que compartilharam informações sobre os serviços oferecidos pela iniciativa e apresentaram o trabalho desenvolvido pelo Observatório Caliandra, voltado ao acompanhamento e à produção de dados relacionados à violência contra mulheres e grupos em situação de vulnerabilidade.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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