Mato Grosso

Acidentes de transito lideram ranking de flagrantes por videomonitoramento

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

Mais de 60% das imagens capturadas pelo sistema de videomonitoramento do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) resultaram em flagrante delito. No período de janeiro a dezembro de 2019, foram registradas 2.931 ocorrências. Destas, 1.786 foram em flagrante.

Somente em Cuiabá e Várzea Grande, 117 câmeras de monitoramento e OCR (sigla em inglês para Reconhecimento Óptico de Caracteres) estão instaladas em pontos estratégicos da região central e na periferia. Atualmente, seis operadores e quatro supervisores revezam em turnos – manhã, tarde e noite para monitorar as imagens. Cada operador fica responsável por até 12 câmeras.

Dentre as ocorrências mais rotineiras nas ruas de Cuiabá e Várzea Grande estão os acidentes de trânsito com vítima de lesão corporal (537), seguidos de acidentes de trânsito sem vítima (288) e incêndios em terrenos baldios (171).

Segundo o Coordenador do Ciosp, tenente coronel PM, Sizieboro Elvis de Oliveira Barbosa, “os operadores estão aptos para identificar atitudes suspeitas e realocar as imagens para flagrar delitos criminais. Quando este tipo de imagem é captada, o operador comunica o supervisor e imediatamente a força policial é acionada”.

A central do Ciosp está localizada na sede da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).

 

Foto: CIOSP

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

Publicados

em


O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA