Mato Grosso
“A Energisa, ela tem feito um desserviço para a sociedade mato-grossense” diz deputado
Mato Grosso
Da Redação
Na manhã desta segunda-feira (27), o deputado estadual Elizeu Nascimento (DC) recebeu nossa equipe de reportagem em seu gabinete na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a pauta da entrevista foi justamente o andamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a Energisa, concessionária responsável pela distribuição de energia em todo o Estado.
De acordo com o deputado, as atividades envolvendo a CPI serão retomadas já na próxima semana após o retorno do recesso parlamentar, em dezembro de 2019, quando os trabalhos do Poder Legislativo entraram em recesso, o deputado entrou com um requerimento para que o prazo da CPI fosse suspenso durante o recesso parlamentar, o pedido foi para que as investigações não fossem prejudicadas, já que toda CPI possui um prazo regimental de 180 dias, com isso, os trinta dias de recesso não afetaram o decorrer da comissão.
Ainda de acordo com Nascimento, os depoimentos até o momento trouxeram várias denúncias, classificadas pelo parlamentar como “gravíssimas”, principalmente relacionadas a aumentos abusivos por parte da empresa. O deputado lembrou ainda da multa aplicada pela Ager de mais de R$ 14 milhões.
Nascimento afirmou ainda que as investigações caminham na direção certa, e que muito em breve a população poderá ter acesso a todas as informações, o deputado defendeu ainda a rescisão contratual com a empresa “Está empresa precisa ser retirada, banida do Estado de Mato Grosso, então a empresa Energisa, ela tem feito um desserviço para a sociedade mato-grossense e já está comprovado diante de tais fatos que tem acontecido. ” Disse o deputado.
Foto: ALMT
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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