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76% dos casos confirmados de Covid-19 em Mato Grosso são de municípios do interior

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Da Redação

Boletim Epidemiológico da Covid-19, divulgado pelo Ministério da Saúde aponta que a região metropolitana de Mato Grosso corresponde a 24% dos casos confirmados de Covid-19 no estado, enquanto o interior representa 76% do total de infectados pelo novo coronavírus. Os dados são relativos à Semana Epidemiológica 27, que foi de 28 de junho a 4 de julho de 2020.

Conforme dados da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, na Semana Epidemiológica 13 (que foi o período entre 22 a 28 de março), a região metropolitana representava 77% dos casos confirmados de Covid-19 no estado, enquanto o interior tinha 23% dos casos. Essa relação comparativa foi se equilibrando ao longo das Semanas Epidemiológicas 15 a 19. 

A partir da Semana Epidemiológica 20 (de 10 a 16 de maio), a balança começou a pender mais para o interior, com 63% dos casos confirmados da doença. Desde então, a proporção só vem aumentando, chegando atualmente ao patamar de 76%. (Confira dados completos na tabela)

O balanço confirma aquilo que o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, vem afirmando há semanas. “A interiorização do vírus aqui em Mato Grosso eu já vinha anunciando há muito tempo. Há uma desestruturação do sistema de saúde no interior do estado. Não se preparou leitos de UTI exclusivos para Covid-19 no interior do estado e a população migra desesperadamente para a capital, que é o sustentáculo da saúde de todo o estado de Mato Grosso. E com essa desestruturação no interior, o vírus vem interiorizando com uma força e uma velocidade muito grande”, disse Pinheiro em entrevista à emissora de TV CNN Brasil, nesta sexta-feira (10). 

Se observada a distribuição dos óbitos acumulados por Covid-19 entre a região metropolitana e interior, também temos o cenário mais grave no interior de Mato Grosso, com 70% das mortes. 

Conforme o prefeito Emanuel Pinheiro, a redução da participação de Cuiabá no número de casos e mortes por Covid-19 no estado ocorre devido a todas as medidas que foram tomadas pela gestão, como a criação de 95 leitos exclusivos para Covid-19, tanto no Hospital Referência quando no Hospital São Benedito, com a previsão de aumento de leitos na próxima semana, além de uma série de decretos com medidas emergenciais e temporárias de prevenção ao contágio pelo novo coronavírus, como a quarentena coletiva obrigatória, o toque de recolher, entre outros. “Com todas as medidas que tomamos Cuiabá, caiu hoje para 24% do total de casos confirmados no estado. Só nos 95 leitos exclusivos de Covid-19 que a Prefeitura disponibiliza para a população cuiabana e mato-grossense, 60% são do interior do estado e 40% de Cuiabá”, destaca.

Foto: Ilustração

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Município regulariza medição da qualidade da água após TAC

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O Município de Itiquira (a 361 km de Cuiabá) regularizou o monitoramento da potabilidade da água fornecida à população, incluindo a análise de metais pesados e agrotóxicos. A medida atende compromisso firmado com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Promotoria de Justiça de Itiquira, em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado em maio deste ano no âmbito da política municipal de saneamento.As amostras foram coletadas em 12 pontos do sistema de abastecimento, sendo 11 locais de captação e a Estação de Tratamento de Água (ETA). Os exames contemplaram todos os parâmetros exigidos pela Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde, e apontaram resultados dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação.Segundo a Promotoria de Justiça, as análises realizadas anteriormente não incluíam alguns dos agrotóxicos mais utilizados na região e previstos no Anexo 9 da Portaria GM/MS nº 888/2021. Com a regularização do monitoramento, o controle passa a contemplar esses parâmetros.Além dos exames realizados por laboratório contratado pelo município, a Promotoria de Justiça de Itiquira solicitou ao Centro de Apoio Operacional às Execuções (CAEx) do MPMT a realização de uma contraprova. O objetivo é verificar se os resultados obtidos pelo laboratório privado são confirmados por análise independente.Nesta sexta-feira (2), representantes da Prefeitura de Itiquira, do Ministério Público e o professor doutor Domingos Sávio Barbosa, do Laboratório de Química Ambiental da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), reuniram-se para discutir a possibilidade de implantação de um monitoramento contínuo da qualidade da água, por meio de parceria com a instituição de ensino.Para o promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga, o avanço representa o cumprimento de uma demanda histórica da instituição e um importante passo para a proteção da saúde pública.“Essa é uma demanda antiga do Ministério Público. Houve compromissos firmados anteriormente e repactuados neste ano, mas o monitoramento era realizado de forma intermitente ou incompleta. Agora, o município avança para regularizar definitivamente a situação. Em um estado com uso intenso de agrotóxicos, é fundamental que a população tenha acesso a informações confiáveis sobre a qualidade da água que consome. O desafio é transformar essas análises em uma rotina permanente e fortalecer a transparência, permitindo que cada cidadão também exerça o papel de fiscal”, destacou.Transparência – Conforme previsto no TAC, todos os relatórios das análises ficarão disponíveis para consulta pública no site da Prefeitura de Itiquira. A medida busca garantir transparência e possibilitar o acompanhamento dos resultados pela sociedade. Eventuais reclamações ou inconsistências identificadas nos relatórios poderão ser comunicadas à Promotoria de Justiça de Itiquira por meio da Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso, inclusive de forma sigilosa.

Foto: Reprodução Instagram.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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