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38 mortes de vítimas femininas de janeiro a maio é registrado em MT

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Mato Grosso

Da Redação

O número de homicídios envolvendo vítimas femininas em Mato Grosso, entre janeiro e maio de 2019, manteve-se igual ao mesmo período do ano passado, com 38 casos em cada ano. O levantamento, feito pela Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), é referente às mortes de mulheres, incluindo todas as motivações, e não apenas feminicídios.

O dia da semana que mais apresentou registros foi a sexta-feira, com oito casos, seguido de quarta-feira, com sete. No domingo, quinta-feira e sábado foram registrados cinco homicídios em cada dia, enquanto na segunda-feira e terça-feira foram quatro cada.

A arma de fogo foi o meio mais empregado, conforme o levantamento, com 39% dos casos. Arma cortante ou perfurante foi utilizada em 32% das mortes, seguida por “outros”, com 18%; arma contundente, com 8%, e força muscular, responsável por 3% dos casos.

Já quanto a motivação, a maioria dos casos foi identificada como passional (37%), enquanto em 29% as circunstâncias ainda serão apuradas. Envolvimento com drogas corresponde a 16% das motivações, vingança a 10%, rixa a 5% e álcool a 3% dos casos.

Os dados

A fonte dos dados é o Sistema de Registro de Ocorrências Policiais (SROP), que congrega todos os Boletins de Ocorrências da Polícia Militar (PM-MT) e Polícia Judiciária Civil (PJC-MT).

É importante reforçar que os números são referentes a homicídios envolvendo vítimas femininas, e nem todos os casos são identificados como feminicídios. Este levantamento específico será feito semestralmente pela Coordenadoria de Estatística da Sesp, pois trata-se de uma qualificadora que é averiguada ao longo da investigação criminal.

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Município regulariza medição da qualidade da água após TAC

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O Município de Itiquira (a 361 km de Cuiabá) regularizou o monitoramento da potabilidade da água fornecida à população, incluindo a análise de metais pesados e agrotóxicos. A medida atende compromisso firmado com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Promotoria de Justiça de Itiquira, em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado em maio deste ano no âmbito da política municipal de saneamento.As amostras foram coletadas em 12 pontos do sistema de abastecimento, sendo 11 locais de captação e a Estação de Tratamento de Água (ETA). Os exames contemplaram todos os parâmetros exigidos pela Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde, e apontaram resultados dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação.Segundo a Promotoria de Justiça, as análises realizadas anteriormente não incluíam alguns dos agrotóxicos mais utilizados na região e previstos no Anexo 9 da Portaria GM/MS nº 888/2021. Com a regularização do monitoramento, o controle passa a contemplar esses parâmetros.Além dos exames realizados por laboratório contratado pelo município, a Promotoria de Justiça de Itiquira solicitou ao Centro de Apoio Operacional às Execuções (CAEx) do MPMT a realização de uma contraprova. O objetivo é verificar se os resultados obtidos pelo laboratório privado são confirmados por análise independente.Nesta sexta-feira (2), representantes da Prefeitura de Itiquira, do Ministério Público e o professor doutor Domingos Sávio Barbosa, do Laboratório de Química Ambiental da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), reuniram-se para discutir a possibilidade de implantação de um monitoramento contínuo da qualidade da água, por meio de parceria com a instituição de ensino.Para o promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga, o avanço representa o cumprimento de uma demanda histórica da instituição e um importante passo para a proteção da saúde pública.“Essa é uma demanda antiga do Ministério Público. Houve compromissos firmados anteriormente e repactuados neste ano, mas o monitoramento era realizado de forma intermitente ou incompleta. Agora, o município avança para regularizar definitivamente a situação. Em um estado com uso intenso de agrotóxicos, é fundamental que a população tenha acesso a informações confiáveis sobre a qualidade da água que consome. O desafio é transformar essas análises em uma rotina permanente e fortalecer a transparência, permitindo que cada cidadão também exerça o papel de fiscal”, destacou.Transparência – Conforme previsto no TAC, todos os relatórios das análises ficarão disponíveis para consulta pública no site da Prefeitura de Itiquira. A medida busca garantir transparência e possibilitar o acompanhamento dos resultados pela sociedade. Eventuais reclamações ou inconsistências identificadas nos relatórios poderão ser comunicadas à Promotoria de Justiça de Itiquira por meio da Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso, inclusive de forma sigilosa.

Foto: Reprodução Instagram.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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