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302 anos de Cuiabá: Prefeitura é parceira da Romaria das Águas e Carreata da Fé

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Principais hospitais da cidade, profissionais e assistidos, irão receber benção especial na data também

A Prefeitura de Cuiabá é parceira de uma das festividades comemorativas do aniversário dos 302 anos da capital, no dia 8 de abril. Em sua 4ª Edição, o evento em celebração ao padroeiro da cidade “Romaria das Águas e Caminhada da Fé. Sob a organização da Arquidiocese de Cuiabá e, do Padre Felisberto Samoel da Cruz, será um evento macro-ecumênico com a participação de todos os segmentos religiosos.

Responsável pelo evento, o Padre Felisberto Samoel da Cruz  explica que a 4ª Celebração pretende fazer da Capital o grande palco de todas as manifestações de fé, em torno do Padroeiro Senhor Bom Jesus. “A proposta é mostrar a unidade inter-religiosa ao padroeiro representando a todos que nele crê. Assim, a capital irá se transformar num lugar sagrado onde seja possível a convivência pacífica entre os povos e credos. A força da fé encontra-se no Senhor Bom Jesus, lugar onde ele escolheu para morar”, declarou.

“Não poderia deixar que a Prefeitura ficasse de um evento grandioso como esse, principalmente nos 302 anos da Capital em que estamos vivenciando esse momento de pandemia que tem gerado muita angustia e preocupação em toda população. Para nós é motivo de grande satisfação em colaborar para manter essa tradição. Precisamos elucidar nossa fé”, disse o prefeito Emanuel Pinheiro.

A concentração será às 14 horas desta quinta-feira (8), na Comunidade de São Gonçalo Beira Rio. Na sequência, terá início a procissão fluvial, saindo do Marco Zero indo até a Marina da Marinha na Avenida Beira Rio, com a condução da imagem do padroeiro de Cuiabá.

Depois da chegada, terá início a caminhada da fé onde os principais hospitais da capital serão visitados em uma benção especial aos profissionais e pacientes internados.

“Quando fomos convidados ficamos muito felizes. Por representar a pasta do Turismo no município, essa celebração vem ao encontro as propostas de trabalho já em andamento que é de transformar a Comunidade de São Gonçalo Beira Rio num potencial turístico da Capital, o que irá fomentar a geração de emprego e renda”, declarou o secretário municipal de Turismo, Oscarlino Alves.

Programação:

14 horas- Concentração dos barcos na Comunidade de São Gonçalo Beira Rio
15 horas- Saída da Romaria das Águas
16 horas- Chegada no bairro Porto- Marina Beira Rio
16:30- Carreata da Fé

17 horas- Encerramento da carreata na Praça Alencastro

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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