Mato Grosso
Dez pessoas presas e 13 veículos são recuperados no fim de semana
Mato Grosso
Da Redação
Policiais militares de Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Primavera do Leste e Barra do Bugres prenderam 10 pessoas envolvidas no roubo ou furto de veículos, entre sexta-feira e domingo. Treze veículos foram recuperados.
Em Cuiabá, três carros foram localizados. No bairro Belita Costa Marques os policiais estavam em ronda quando encontraram, abandonado em uma rua, um Corolla roubado minutos antes.
No bairro Jardim Paulista, os militares em ronda encontraram um Renault Sandero com queixa de roubo. Já no Cinturão Verde, região do bairro pedra 90, foi localizada uma caminhonete S10 com queixa de roubo. Os proprietários dos veículos foram contatados para as devidas providências.
Já em Várzea Grande, cinco veículos foram recuperados. O primeiro deles no centro da cidade, onde uma motocicleta Honda Fan com queixa de furto foi encontrada com J.P.S. (30). No bairro Jardim Potiguar, os policiais abordaram pessoas que estavam em um estabelecimento comercial. Na frente do local havia uma moto Honda Fan com queixa de furto. Com C.F.S. (38), B.S.S.B. (24), L.C.C.R. (27) e W.R.R. (25) foram encontras porções de drogas. Todos foram encaminhados à Central de Flagrantes.
No bairro Ouro Branco, uma equipe da Força Tática abordou V.A.S. (17), pilotando uma motocicleta Honda CG 150 com queixa de roubo. Nos bairros São Mateus e Manga, foram localizados um Volkswagen Bora e um Gol, respectivamente. Ambos estavam abandonados na rua.
Em Barra do Bugres, três carros foram recuperados na região rural e três suspeitos detidos por dirigir veículos com queixa de roubo ou furto. Os policiais realizavam abordagem quando encontraram o Gol, dirigido por F.C.O. (36), o Toyota Etios, por W. L. O. (27) e um Fiat Toro, com C.H.S.S. (35).
Em Rondonópolis, no bairro Jardim Mato Grosso, os policiais consultaram a situação de um Hyundai HB20 estacionado irregularmente e descobriram uma queixa de furto.
No bairro Primavera II, em Primavera do Leste, policiais receberam denúncia apontando que a carcaça de uma motocicleta abandonada em um matagal seria parte de um Yamaha XTZ 125, com queixa de furto.
Foto: PM-MT
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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