“Momento complicado”

Vini Jr. pede desculpas pela má fase da Seleção

Seleção Brasileira perdeu para o Paraguai pela primeira vez desde 2008 e Vini Jr. segue sem conseguir desempenhar na Amarelinha

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Esporte

Foto: Christian Alvarenga/Getty Images

O Brasil perdeu para o Paraguai, nessa terça-feira (10/9), pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. O resultado amargurou a primeira derrota da Amarelinha para a Albirroja desde 2008. Após o jogo, Vini Jr., que segue sem conseguir desempenhar na Seleção, pediu desculpas pela má fase.

“Sabemos da situação que estamos vivendo. Queremos tirar o Brasil a qualquer custo dessa situação, todo mundo vai voltar para casa e refletir sobre o que podemos fazer para voltar a jogar bem, ganhar os jogos com mais facilidade”, iniciou Vini Jr.

“Não podemos vir aqui, perder esses pontos e jogar da maneira que jogamos. É um momento complicado, temos que assimilar as críticas a todos nós e voltar o mais rápido possível para colocar o Brasil no topo”, continuou.

O atacante do Real Madrid, favorito à Bola de Ouro, também comentou o desempenho individual: “Sei do meu potencial, do que posso fazer pela Seleção. Claro que está sendo um processo muito complicado porque quando a confiança não vem, os gols não vêm. Acaba complicando mais, estou focado em fazer o melhor ao meu país, estou com a cabeça focada em ajudar. Nem sempre vou fazer os gols, não é tão fácil quanto parece. Sei da minha confiança, sei de tudo o que represento. Eu estando melhor vou dar tranquilidade aos demais”, disse.

“Os jogos na Europa são mais rápidos do que aqui. A bola chega mais rápido por conta do campo, temos que nos adaptar para jogarmos da melhor maneira para ganharmos os jogos. Ganhando, teremos mais tranquilidade para jogar diferente. É isso. Quero pedir perdão à torcida, sei que é um momento complicado, mas queremos apenas evoluir”, finalizou.

Fonte: Metropoles – https://www.metropoles.com/esportes/vini-jr-desculpas-ma-fase-da-selecao

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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