Esporte
Vasco vence o Grêmio na estreia do Brasileirão
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O Palmeiras estreou com o pé direito no Campeonato Brasileiro ao vencer o Vitória por 1 a 0, em uma partida disputada no Barradão, em Salvador (BA), neste domingo (14.04).
O gol da vitória do Verdão foi marcado por Richard Ríos, em um jogo no qual o técnico Abel Ferreira optou por uma equipe alternativa.
Para o confronto, o técnico palmeirense poupou alguns jogadores titulares, como Aníbal Moreno e Gustavo Gómez, e não pôde contar com Zé Rafael, que trata de uma virose e lombalgia. Os jogadores Piquerez e Flaco começaram no banco de reservas.
Com essa vitória, o Palmeiras conquistou seus primeiros três pontos e ocupa a sétima colocação na tabela, enquanto o Vitória fica na penúltima posição, ainda zerado. O Alviverde terá seu próximo desafio na quarta-feira, contra o Internacional, na Arena Barueri, às 20 horas (de Brasília). Já o Vitória enfrentará o Cuiabá na Arena Pantanal, em data e horário a serem definidos pela CBF.
Durante a partida, o Palmeiras teve boas oportunidades de ampliar o placar. Aos 24 minutos, Lázaro cruzou para Murilo, que cabeceou com perigo, mas o goleiro Lucas Arcanjo fez a defesa. Rony também teve chances de marcar, mas não conseguiu concluir as jogadas com sucesso. No final da partida, o Verdão pressionou em busca de um segundo gol, com tentativas de Luis Guilherme, Gabriel Menino e Rony, mas sem sucesso em balançar as redes novamente.
O gol de Richard Ríos foi decisivo para garantir a vitória do Palmeiras na estreia do Brasileirão, demonstrando eficiência e solidez da equipe alternativa montada por Abel Ferreira. A expectativa é de que o Alviverde mantenha o bom desempenho e conquiste mais vitórias ao longo da competição nacional.
FICHA TÉCNICA
VITÓRIA 0 X 1 PALMEIRAS
Local: Barradão, em Salvador
Data: 14/04/2024
Horário: às 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Braulio da Silva Machado (Fifa-SC)
Assistentes: Alex dos Santos (SC) e Thiaggo Americano Labes (SC)
VAR: Rodolpho Toski Marques (Fifa-PR)
Cartões amarelos: Alerrandro, Lucas Esteves e Camutanga (Vitória); Richard Ríos, Endrick, Gabriel Menino, Mayke e Flaco López (Palmeiras)
GOL
PALMEIRAS: Richard Ríos (aos 19 minutos do 1°T)
VITÓRIA: Lucas Arcanjo; Zeca, Camutanga, Wagner Leonardo e Lucas Esteves (Zé Hugo); William Oliveira e Rodrigo Andrade (Jean Mota); Osvaldo (Iury Castilho), Matheusinho e Dudu (Mateus Gonçalves); Alerrandro (Luiz Adriano). Técnico: Léo Condé
PALMEIRAS: Weverton; Mayke, Luan, Murilo e Vanderlan; Richard Ríos (Flaco López), Gabriel Menino e Raphael Veiga (Fabinho); Estêvão (Luis Guilherme), Rony (Naves) e Endrick (Lázaro). Técnico: Abel Ferreira
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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