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Vaga para a final da Copa do Brasil tira Corinthians do vermelho

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Com a classificação, time assegurou aos cofres ao menos R$ 20 milhões, valor maior do que a dívida atual em 2018, que está em torno de R$ 17 milhões

 

Da Redação

A conquista da vaga para a final da Copa do Brasil deve tirar o Corinthians do vermelho. A competição oferece premiação recorde na atual temporada e o clube embolsará ao menos R$ 20 milhões por ter chegado à decisão. Se superar o Cruzeiro e for campeão, receberá o total de R$ 50 milhões.

O último balancete emitido pelo clube, em 11 de setembro, referente ao primeiro semestre, revelou um déficit de R$ 17,328 milhões, puxado especialmente pela parte social do clube, que registrou prejuízo de R$ 21,113 milhões. O futebol ficou no azul: R$ 3,785 milhões.

Esse déficit parcial, somado ao prejuízo de anos anteriores elevou a dívida total do Corinthians para pouco mais de R$ 500 milhões. Pouco depois da divulgação do balancete, o diretor financeiro, Matias Romano Ávila, se pronunciou para tentar explicar que as contas estavam sob controle. E uma de suas esperanças para sanar os problemas financeiros estava justamente na conquista da vaga para a final da Copa do Brasil. “Nossa meta é zerar o déficit(de 2018)até o fim do ano. Se passar pelo Flamengo, resolve a situação”, declarou.

Na quarta-feira, o Corinthians venceu o Flamengo por 2 a 1 em casa, sob olhares de 44 mil torcedores (que geraram renda de pouco mais de R$ 3 milhões), e deixou o dirigente que cuida da grana do clube mais aliviado. Ávila está em férias e deve retomar as atividade no clube no próximo dia 8.

Em termos gerais, o Corinthians explicou que a dívida atingiu meio bilhão por causa dos investimentos feitos na contratação de jogadores como Araos, Douglas, Sergio Díaz, Jonathas e Danilo Avelar. De acordo com o clube, 60% da dívida de longo prazo está negociada para os próximos 20 anos. 

A expectativa é que ela seja paga com a ajuda dos direitos de transmissão. O Corinthians tem contrato com a Globo até 2024. Junto com o Flamengo é o clube que mais recebe, cerca de R$ 120 milhões por ano. É a principal fonte de renda. Mesmo porque o Corinthians está sem patrocinador master desde abril do ano passado.

COMPARAÇÃO

Os R$ 20 milhões pagos ao vice da Copa do Brasil representam um prêmio superior até ao entregue para o campeão brasileiro, que é de cerca de R$ 18 milhões, e acima do pago em 2017 para o Cruzeiro pelo título da Copa do Brasil, que foi de “apenas” R$ 13 milhões. 

O valor fixado na atual temporada é capaz de cobrir despesas como a folha salarial do elenco, por exemplo. O Corinthians gasta em torno de R$ 10 milhões mensais com os jogadores. Além disso, caso o time fique com o título e embolse os R$ 50 milhões, o técnico Jair Ventura poderá pensar em um elenco mais forte para uma eventual Libertadores. 

Isso porque, do início do ano para cá, o time alvinegro perdeu peças importantes e a reposição não foi à altura. Depois do título do Paulistão, o clube negociou Rodriguinho, Maycon, Sidcley e Balbuena.

Pedrinho é outro que está na mira dos times europeus e tem futuro incerto. Jornais espanhóis informaram na última semana que o Barcelona estaria de olho. O PSG, em agosto, também chegou a sondar o jogador, que tem multa rescisória em 50 milhões (cerca de R$ 207 milhões). Após a Copa do Brasil, a diretoria deverá começar a fazer essas contas de olho na próxima temporada. 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

Foto: Alex SIlva/Estadão

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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