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Taça das Favelas Mato Grosso será lançada nesta sexta (27); jogos ocorrem a partir de sábado (28)

A competição estadual define a seleção que representará Mato Grosso na etapa nacional

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Esporte

Foto: Secel-MT

A edição 2024 da Taça das Favelas Mato Grosso será lançada nesta sexta-feira (27.09), a partir das 19h, no anfiteatro da Escola Estadual Liceu Cuiabano. Com o patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), a competição define a seleção que representará Mato Grosso no campeonato de futebol de campo disputado entre favelas do Brasil. 

Durante o lançamento, será realizado o sorteio das chaves para os jogos que ocorrem de sábado (28.09) até a próxima terça-feira (01.10). 

“Nos últimos dois dias, as favelas estiveram na fase de peneiras para montar as seleções que vão disputar o campeonato. É importante ressaltar que não se trata de uma disputa de times individuais, mas sim de seleções”, declarou o presidente da Central Única das Favelas em Mato Grosso, Anderson Zanovello.

Na categoria masculina, foram selecionadas as seleções dos bairros Santa Izabel, Novo Terceiro, Marajoara, Mapim, Jardim Florianópolis, Jardim Vitória, Canelas e Pedra 90. Na disputa feminina participam as seleções do Três Barras, Novo Colorado, Mapim e CPA 4.

No sábado (28), a competição começa às 7h e prossegue até às 13h. Já no domingo (29), as partidas serão realizadas a partir das 15h, e na segunda (30.09), às 20h. Na terça-feira (01.10), às 20h, acontecem as grandes finais da etapa estadual. 

Para escolher as seleções de Mato Grosso que participam da etapa nacional da Taça das Favelas, em São Paulo, serão ainda realizadas peneiras entre os jogadores, na quarta-feira (02.10). Todos os jogos ocorrem no estádio do Liceu Cuiabano.

A edição estadual da Taça das Favelas em Mato Grosso é uma realização da Central Única das Favelas em Mato Grosso (CUFA-MT).

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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