PARA CRIANÇAS E JOVENS
Setasc realiza Festival Paralímpico em cinco municípios de MT neste sábado (21)
Vivências em modalidades paralímpicas serão oferecidas em Cuiabá, Barra do Garças, Cáceres, Canarana, Paranatinga e Várzea Grande
Esporte
A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), organiza o Festival Paralímpico neste sábado (21.09), nos municípios de Cuiabá, Barra do Garças, Cáceres, Canarana, Paranatinga e Várzea Grande.
O propósito do festival é oferecer vivências em modalidades paralímpicas a crianças e jovens de 7 a 17 anos, em celebração ao o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (21.09) e o Dia Nacional do Atleta Paralímpico (22.09).
“É um evento maravilhoso que realizamos há alguns anos, em parceria com o CPB, para apresentar o esporte a crianças e jovens com deficiência. Nesse contato, elas podem se apaixonar e entender que o esporte pode ser algo transformador em suas vidas. Estamos felizes por Mato Grosso estar presente no festival de forma consistente”, destaca o secretário David Moura.
A programação na capital mato-grossense começa às 8h e prossegue até às 12h nas dependências esportivas da Escola Arena, com acesso pelo portão principal do setor Leste na Arena Pantanal. As inscrições estão abertas até esta quinta (19.09) pelo site www.secel.mt.gov.br/eventos-esportivos
Em Barra do Garças, a vivência lúdica e recreativa de modalidades paralímpicas acontece na Escola Interativa Coopema; em Canarana, será realizada no Rancho Rafaely, que fica na 3ª Agrovila; e, em Paranatinga, na Escola Estadual Apolônio Bouret de Melo.
Em Cáceres, o evento ocorre no Centro de Iniciação Esportiva, localizado na Vila Mariana; e em Várzea Grande, no ginásio poliesportivo Fiotão, no centro. Nos dois municípios, as atividades são oferecidas pelos Centros de Referência Paralímpicos, que já promovem um programa de iniciação paradesportiva em parceria com o CPB.
Cada núcleo do Festival irá oferecer um conjunto de modalidades paralímpicas diferentes. Dentre as atividades estão atletismo, basquete em cadeira de rodas, badminton, vôlei sentado, tênis de mesa, ciclismo e tiro com arco (arco e flecha) e outras.
Direcionada ao público com deficiência, a experimentação paradesportiva pode ser feita também por crianças e jovens sem deficiência, podendo chegar a 20% dos participantes.
Serviço | Festival Paralímpico em Mato Grosso
Barra do Garças
Local: Escola Interativa Coopema
Informações: (64) 9 9918-4073 / instagram@festivalparalimpico_bg
Cáceres
Local: Centro de Iniciação Esportiva
Informações: 65 99661-9635 / instagram @crpb.unemat
Cuiabá
Local: Arena Pantanal
Informações: www.secel.mt.gov.br/eventos-esportivos
Paranatinga
Local: E.E. Apolônio Bouret de Melo
Informações: 66 98414-6360 (Associação Desportiva Paranatinga)
Várzea Grande
Local: Ginásio Fiotão
Informações: 41 99799-0803 (Altemir Trapp)
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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