CATEGORIA ADULTA

Seleções de Sorriso são campeãs de futsal e handebol nos Jogos Abertos Mato-grossenses

Equipe de Diamantino ficou com o título estadual no futsal feminino da competição promovida pela Secel

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Esporte

Foto: Lucas França/Prefeitura de Sorriso

A edição 2024 dos Jogos Abertos Mato-grossenses consagrou, no último fim de semana, as seleções de Sorriso como campeãs do futsal masculino e do handebol masculino e feminino. No futsal feminino, o título estadual foi conquistado pela equipe de Diamantino. 

Promovida pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), a competição da categoria adulta já havia definido, nos dias 19 e 20 de outubro, as seleções campeãs do basquetebol e voleibol. Ambas as disputas estaduais foram sediadas em Sorriso (a 400 km de Cuiabá).

Os vice-campeonatos dessa segunda parte da etapa estadual ficaram com as seleções de Alta Floresta no futsal masculino, de Sinop no futsal feminino, de Campo Verde no handebol masculino e de Tangará da Serra no handebol feminino. A competição foi encerrada no domingo (27.10).

No total, 44 seleções de vários municípios do Estado competiram na etapa estadual de futsal e handebol, que ocorreu de 25 a 27 de outubro. Além das equipes da capital mato-grossense e do município-sede, todas foram campeãs e vice-campeãs em uma das cinco fases regionais deste ano.

“Agradecemos ao município de Sorriso pela parceria para a realização das etapas estaduais desse importante evento. Parabéns às seleções campeãs mato-grossenses e a todas as seleções participantes que engrandeceram os Jogos Abertos desde as fases regionais. Juntos, conseguimos encerrar essa edição com a certeza de missão cumprida, que é a de fortalecer as práticas esportivas também da categoria adulta”, destaca o secretário da Secel, David Moura.

Confira todas as seleções campeãs dos Jogos Abertos Mato-grossenses 2024

Basquetebol masculino: Campo Verde

Basquetebol feminino: Campo Verde

Voleibol feminino: Tangará da Serra

Voleibol masculino: Alta Floresta

Futsal masculino: Sorriso

Futsal feminino: Diamantino

Handebol masculino: Sorriso

Handebol feminino: Sorriso

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Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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