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São Paulo vira o jogo e garante classificação para as oitavas da Libertadores

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Na noite desta quarta-feira (08), o Botafogo entrou em campo determinado a conquistar uma vitória crucial na Conmebol Libertadores. Em um confronto acirrado contra a LDU, no Estádio Nilton Santos, o alvinegro carioca saiu vitorioso com um placar de 2×1.

O gol que abriu o caminho para a vitória foi marcado por Hugo, que aproveitou uma bela jogada coletiva para balançar as redes adversárias. Em seguida, Júnior Santos ampliou a vantagem do Botafogo, garantindo a liderança no marcador.

Apesar da pressão da LDU, que conseguiu descontar com um gol no segundo tempo, o Botafogo mostrou garra e determinação para segurar o resultado positivo até o apito final.

Com esse importante resultado, o time alvinegro segue firme em busca da classificação para as oitavas de final da Libertadores, mantendo vivas as esperanças da torcida botafoguense.

A próxima batalha do Glorioso será no Campeonato Brasileiro, contra o Fortaleza, neste domingo (12), na Arena Castelão. Com a confiança renovada após a vitória na Libertadores, o Botafogo segue determinado a conquistar mais três pontos e continuar sua caminhada rumo aos primeiros lugares na tabela do Brasileirão.

FICHA TÉCNICOS

Data/Horário: 08/05/2024 (Quarta-feira), às 21h30
Local: Estádio Nilton Santos
Árbitro: Dário Herrera
Assistente 1: Facundo Rodrígues
Assistente 2: Ezequiel Brailosvsky
Quarto árbitro: Pablo Echabarría
Amarelos: Lucas Halter, Marlon Freitas e Luiz Henrique (BOTAFOGO), Estrada (LDU)
Vermelhos:

Gols: Hugo 16’/1T e Júnior Santos 11’/2T (BOTAFOGO); Estrada 47’/1T (LDU)

BOTAFOGO: John; Damián  Suárez, Lucas Halter, Bastos e Hugo; Danilo Barbosa (Gregore), Marlon Freitas, Luiz Henrique (Diego Hernández), Savarino (Tchê Tchê), Jeffinho (Óscar Romero) e Júnior Santos Técnico: Artur Jorge.

LDU: Alexander Domínguez; Quintero, Ricardo Adé, Facundo Rodríguez e  Quiñonez; Villamíl (Alzugaray), Piovi, Jhojan Julio (Angulo), Estrada (Charcopa); Estupiñán (Alvarado) e Alex Arce Técnico: Josep Alcácer





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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