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Sampaio vence e deixa Ponte perto da zona de rebaixamento da Série B

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Bruninho, aos 21 minutos do primeiro tempo, fez o gol da vitória do time do Maranhão

 

Da Redação

O Sampaio Corrêa engatou a segunda vitória seguida na Série B do Campeonato Brasileiro e se distanciou da zona de rebaixamento ao derrotar a Ponte Preta pelo placar de 1 a 0, em partida realizada nesta segunda-feira, no estádio Castelão, em São Luis, pelo encerramento da sétima rodada. O time maranhense jogou com um homem a menos desde os 11 minutos da etapa final.

Com o resultado, o Sampaio Corrêa subiu para a 11.ª posição, com 10 pontos, abrindo quatro do CRB – o time alagoano abre a zona de rebaixamento. Sem vencer há três rodadas, a Ponte Preta começa a flertar com o descenso. Atualmente tem sete pontos, na 15.ª colocação.

Os dois times fizeram um primeiro tempo mais aguerrido do que bonito tecnicamente. O time maranhense só abriu o placar por um erro na saída de bola da equipe de Campinas (SP). Aos 21 minutos, Alyson desarmou Igor e deixou com João Paulo. O meia avançou pela esquerda, ameaçou a finta e cruzou na medida para Bruninho na pequena área. Ele errou o chute, mas conseguiu tocar o suficiente para fazer 1 a 0.

Após o gol, o Sampaio Corrêa se fechou e não deu qualquer espaço para o visitante ameaçar. O time campineiro pecou no último passe. Sendo assim, quem chamou a atenção foi um torcedor da Ponte Preta, que apareceu nas arquibancadas com camisa e bandeira do time. No entanto, a equipe foi punida pelo STJD e não pode ter torcida como visitante. O fato pode causar uma punição ainda maior.

O Sampaio Corrêa voltou melhor para o segundo tempo e criou logo de cara duas oportunidades para ampliar. Bruninho avançou pela direita e soltou a bomba para uma grande defesa de Ivan. João Paulo pegou o rebote, mas mandou para fora. O goleiro da Ponte Preta brilhou de novo, na sequência, ao defender com os pés o arremate de Silva.

O time maranhense tinha o controle, mas colocou tudo a perder aos 11 minutos. Alyson deixou o cotovelo em cima de Paulinho e acabou expulso. Com um a menos, o Sampaio Corrêa se colocou mais defensivamente, tentando encaixar um contra-ataque para liquidar a fatura.

A Ponte Preta ameaçou uma reação, mas foi o Sampaio Corrêa quem teve as melhores chances de marcar. O time campineiro tentou fazer a linha de impedimento e não viu João Paulo. O meia apareceu de frente para o gol, tentou de cobertura, mas novamente parou em Ivan, que evitou uma derrota mais elástica.

Na próxima rodada, a oitava, o Sampaio Corrêa encara o líder Fortaleza neste sábado, às 16h30, na Arena Castelão, na capital cearense. No mesmo dia, às 19 horas, a Ponte Preta recebe o Oeste no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas.

FICHA TÉCNICA

SAMPAIO CORRÊA 1 x 0 PONTE PRETA

SAMPAIO CORRÊA – Andrey; Bruno Moura, Joécio, Maracás e Alyson; William, Silva (César Sampaio) e João Paulo (Uilliam); Fernando Sobral, Bruninho e Carlão (Kaike). Técnico: Roberto Fonseca.

PONTE PRETA – Ivan; Igor Vinícius, Reginaldo (João Vitor), Renan Fonseca e Danilo Barcelos; Nathan, Paulinho (Gabriel Vasconcelos) e Tiago Real; Roberto (Felipe Saraiva), André Luis e Júnior Santos. Técnico: Doriva.

GOL – Bruninho, aos 21 minutos do primeiro tempo.

CARTÕES AMARELOS – William (Sampaio Corrêa); Danilo Barcelos, Felipe Saraiva, Renan Fonseca e Júnior Santos (Ponte Preta).

CARTÃO VERMELHO – Alyson (Sampaio Corrêa).

ÁRBITRO – Daniel Nobre Bins (RS).

RENDA – R$ 41.895,00.

PÚBLICO – 5.830 pagantes.

LOCAL – Estádio Castelão, em São Luis (MA).

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo

Foto: Elias Auê/Sampaio Corrêa

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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